Europa

Crise política na Armênia se agrava; opositor é detido

00:00 · 23.04.2018
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"O poder está agora nas mãos do povo", disse Nikol Pachinian, líder da oposição. O ex-jornalista chamou a população a se manifestar contra ex-presidente ( Foto: AFP )

Erevan. A crise política que sacode a Armênia há dez dias se agravou ontem com a manifestação de milhares de pessoas na capital, Erevan, após a prisão do líder da oposição, Nikol Pachinian, e de outras centenas de manifestantes.

A praça da República, no centro da capital, onde se encontra a sede do governo, estava lotada na noite de ontem, com milhares de pessoas protestando contra o ex-presidente Serge Sarkissian, nomeado premiê com poderes reforçados. O deputado e líder da oposição Nikol Pachinian e outros deputados opositores "foram presos em momentos em que cometiam atos perigosos para a sociedade", tinha anunciado mais cedo a Procuradoria-Geral armênia em um comunicado.

O órgão acusou estes opositores de "terem violado reiterada e grosseiramente a lei sobre manifestações, organizando desfiles e comícios ilegais, e chamando a bloquear as rotas e paralisar o funcionamento dos estabelecimentos públicos".

A Procuradoria não informou o paradeiro de Pachininan, que tem imunidade parlamentar e só pode ser preso com o acordo do Parlamento. A polícia armênia tinha indicado mais cedo ter "evacuado à força" Nikol Pachinian de uma nova manifestação da oposição, organizada na capital, e dispersada pelas forças de ordem.

Um grande número de policiais prenderam centenas de manifestantes, segundo a polícia, enquanto sete participantes dos protestos acabaram pedindo assistência médica. Os manifestantes acusam Serge Sarkissian, que acaba de concluir seu segundo mandato presidencial, de se aferrar ao poder, forçando sua eleição como primeiro-ministro pelos deputados.

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