NOS ESTADOS UNIDOS

Conselho diz que Brasil é potência

00:04 · 13.07.2011
Nova York. Os Estados Unidos devem apoiar a inclusão do Brasil como membro permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), eliminar a tarifa à importação do etanol brasileiro, suspender a obrigatoriedade do visto e tratar o País como uma potência global, e não apenas regional.

A avaliação é de um amplo estudo com o título "EUA Devem Desenvolver uma Parceria Madura e Forte com o Brasil", realizado por uma força-tarefa de 30 especialistas americanos em diferentes áreas reunidos pelo Council on Foreign Relations (CFR), um dos mais importantes centros de estudos de política externa do mundo, com base em Nova York.

Conhecido pela enorme influência tanto no Departamento de Estado como na Casa Branca, o CFR busca, através desse estudo, fortalecer a importância do Brasil dentro do governo americano. Contendo algumas críticas tanto ao presidente Barack Obama como à secretária de Estado, Hillary Clinton, o estudo teve a participação de figuras ligadas aos Partidos Republicano e Democrata.

"A força-tarefa recomenda que a administração Obama apoie o Brasil como membro do Conselho de Segurança. Acreditamos que o Brasil, com esta cadeira, teria uma maior responsabilidade diante dos principais temas internacionais", afirma o estudo divulgado ontem pelo CFR. Ao visitar o Brasil em março passado, o presidente americano não apoiou a iniciativa brasileira, apesar de ter dado esse apoio, meses antes, à Índia, que também ambiciona integrar o órgão máximo da ONU.

Segundo o estudo, "um apoio formal dos Estados Unidos ao Brasil reduziria a suspeita dentro do governo brasileiro de que o compromisso americano de uma relação madura e entre iguais não passa de retórica". "Há pouco a perder e muito a ganhar com um apoio ao Brasil no CS ", diz o texto.

No estudo, a força-tarefa empenha-se até mesmo em justificar o histórico de abstenções do Brasil nas votações da ONU - ou mesmo posições contrárias aos EUA. "Os brasileiros usam a abstenção como forma de expressar frustração", afirma.

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