Escândalo internacional

Começa cúpula sobre Odebrecht

00:00 · 17.02.2017 / atualizado às 00:42

Brasília/Guayaquil. Procuradores-gerais de onze países começaram ontem a trocar informações em Brasília sobre o escândalo de corrupção da Odebrecht, que revelou um submundo de financiamento ilegal da política em países de três continentes.

Além do Brasil, participam do encontro Argentina, Chile, Colômbia, Equador, México, Panamá, Portugal, Peru, República Dominicana e Venezuela.

A Odebrecht não é a única empreiteira brasileira investigada por corrupção fora do Brasil, após as descobertas da Operação Lava-Jato. O congressista Christian Viteri López, do Equador, pediu ao Brasil as delações de Roberto Trombeta, contador do caixa 2 da OAS, em que ele relata a movimentação ilegal no Equador e no Peru.

O ex-presidente peruano, Alan García, compareceu ontem como testemunha diante de um procurador que investiga irregularidades na concessão a um consórcio à Odebrecht para a construção de um gasoduto no Peru.

As relações entre a Odebrecht e García estão sob investigação depois que a empreiteira admitiu à Justiça local ter pago propinas a um vice-ministro por mais de 8 milhões de dólares.

Ofuscados

Com elogios mútuos, os presidentes da Colômbia, Juan Manuel Santos, e do Equador, Rafael Correa, tiveram na terça-feira (15) seu último encontro oficial e foram ofuscados pelos escândalos de corrupção envolvendo a construtora Odebrecht em seus respectivos países.

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