Jerusalém

'Cidade Santa' entre orações e conflitos

00:00 · 07.12.2017

Jerusalém. A cidade de Jerusalém tem status único no mundo, considerada santa para cristãos, judeus e muçulmanos, e no coração de um dos conflitos mais longos do mundo.

Jerusalém abriga a algumas centenas de metros de distância entre os muros da Cidade Velha os locais sagrados para bilhões de pessoas: a Esplanada das Mesquitas, chamada Haram al-Sharif (o Nobre Santuário) pelos muçulmanos, Monte do Templo pelos judeus.

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É o terceiro lugar mais sagrado do Islã. De acordo com a tradição muçulmana, é o santuário mais distante onde o profeta Maomé esteve. O icônico Domo da Rocha, com sua cúpula dourada, ergue-se sobre o rochedo onde o profeta subiu ao céu em sua égua alada. A mesquita Al-Aqsa, no mesmo local, muitas vezes dá seu nome.

É também o local mais sagrado para os judeus, como se erguia o templo desta comunidade. Abaixo está o Muro das Lamentações, um antigo muro de contenção e último vestígio do Segundo Templo Judeu destruído em 70 d.C pelos romanos.

É o sítio mais sagrado onde os judeus podem orar.

O Santo Sepulcro, o santuário mais importante do cristianismo, construído no local onde, segundo a tradição, Jesus foi crucificado e enterrado.

Os judeus consideram Jerusalém, antiga capital do reino de Israel do rei Davi (século X antes de Cristo), como sua capital histórica há mais de 3 mil.

Os palestinos afirmam que Jerusalém Oriental é a capital do Estado a que aspiram. Eles representam cerca de um terço de uma população de 882 mil pessoas (de acordo com estatísticas israelenses), mas são maioria absoluta em Jerusalém Oriental.

Jerusalém Oriental, até então sob controle da Jordânia, foi conquistada por Israel durante a Guerra dos Seis Dias em 1967 e depois anexada.

Para Israel, a cidade foi "reunificada". Uma lei fundamental ratificou em 1980 o status de Jerusalém como a capital "eterna e indivisível" de Israel.

Tensão constante

Para israelenses e palestinos, Jerusalém é um poderoso marco nacional e religioso. Para os palestinos frustrados com a independência, a defesa de Jerusalém e Al-Aqsa serve como o último grito de união. A esplanada é periodicamente fonte de tensão.

Por razões históricas, continua sob a custódia da Jordânia, mas todo acesso é controlado pelas forças israelenses.

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