7 milhões de celulares

Ciberataque atinge rede venezuelana

00:00 · 11.08.2017

Caracas. Mais da metade dos usuários da companhia estatal de telefonia de celular da Venezuela ficaram sem o serviço após um ataque cibernético, informou ontem o governo.

"Essas ações terroristas que afetaram a plataforma GSM de Movilnet na quarta-feira (9), deixaram sem comunicação sete dos mais de 13 milhões de usuários que registra a operadora estatal", indicou um comunicado lido pelo ministro de Ciência e Tecnologia, Hugbel Roa.

Segundo o responsável, essa foi a última escalada contra o sistema de telecomunicações venezuelano, que iniciou na segunda-feira um maciço ciberataque que tirou do ar dezenas de sites de entes públicos e empresas privadas. Um grupo de hackers que se autodenomina The Binary Guardians reivindicou o ataque, que afetou sites do governo, da Corte Suprema e do Parlamento. Na Venezuela funcionam outras duas operadoras privadas: a Movistar, da espanhola Telefónica, e a Digitel, que foi obrigada pelo governo a voltar atrás no aumento de suas tarifas, apesar da inflação que, segundo o FMI, ultrapassa 720% neste ano. O ministro denunciou que foram registrados nove cortes na rede de fibra ótica, que deixaram sem serviço de internet, já bastante precário, sete estados.

"Os atentados se materializaram com a colaboração de agentes estrangeiros, tentando mais uma vez interromper o sistema de conectividade de nossa nação", indicou Roa, assegurando que os organismos de segurança do Estado abriram investigação.

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