Três sobreviventes

Avião cai em Cuba com 110 pessoas a bordo

O Boeing 737 que fazia a rota Havana-Holguín levava 104 passageiros e era tripulado por seis mexicanos

00:00 · 19.05.2018
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As brigadas de ajuda conseguiram resgatar três pessoas em "estado crítico" que foram imediatamente hospitalizadas, de acordo com fontes oficiais ( Foto: AFP )
Tragédia em Havana

Havana. O avião operado pela linha aérea Cubana de Aviación que caiu na sexta-feira (18) pouco depois de decolar de Havana levava 110 pessoas a bordo, incluindo seis tripulantes mexicanos, informou a companhia mexicana proprietária da aeronave. O Boeing 737 que fazia a rota Havana-Holguín levava 104 passageiros e era tripulado por seis mexicanos, incluindo dois comandantes, três comissários e o técnico, informou a empresa Global Air, também conhecida como Aerolíneas Damojh.

As brigadas de ajuda conseguiram resgatar três sobreviventes em "estado crítico", de acordo com fontes oficiais. Contudo, ainda não informaram oficialmente as nacionalidades dos ocupantes do avião.

"As notícias não são nada boas, parece que há um alto número de vítimas", disse o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, após chegar ao local do acidente e supervisionar o resgate.

Anteriormente, o presidente cubano havia detalhado que "104 passageiros e nove tripulantes" viajavam a bordo do avião.

"Durante a decolagem aparentemente houve uma falha e ele caiu", informou a Secretaria de Comunicações e Transportes do México.

Localizado a 100 metros do local da queda, jornalistas comprovaram que o avião está destruído e em chamas sobre uma plantação, perto do aeroporto.

"O avião virou um monte de ferragens, materiais carbonizados e corpos. Caiu sobre um plantio de batata-doce, a 200 metros das primeiras edificações. Caminhões-tanque apagaram o fogo", explicou um repórter da AFP. De acordo com informações prévias da televisão estatal cubana, "a aeronave caiu entre Boyeros e Santiago de Las Vegas (dentro da cidade)".

Hospitalizados

José Luis, de 49 anos, mora no entorno do aeroporto, e do supermercado onde trabalha, a 300 metros do local do acidente, é possível ver as aeronaves que decolam do José Martí.

"Eu estava vendendo pão e cerveja no mercado. De repente, vejo que (o avião) sai, deu voltas e caiu lá embaixo. Todos nos espantamos", relatou.

Imagens da TV cubana mostravam brigadas de resgate trabalhando no local do acidente e retirando em uma maca o que parecia ser um sobrevivente.

Uma forte chuva começava a cair sobre a capital cubana.

Em declarações à televisão local, o presidente Díaz-Canel enviou suas condolências às famílias atingidas, e afirmou que "a resposta foi imediata. Em pouco tempo as principais autoridades estiveram aqui".

"Tudo está organizado aqui, o fogo foi apagado e estão identificando os restos" mortais, assinalou. "O aeroporto se mantém em operação. Tenho que dizer também que a população local agiu com muito disciplina e está cooperando nas tarefas de ajuda".

O último acidente aéreo na ilha havia ocorrido em 29 de abril de 2017, quando um avião de transporte das Forças Armadas caiu com oito militares a bordo. O AN-26, de fabricação russa, bateu em uma montanha baixa, 90 Km a oeste de Havana.

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