Reduto do EI

Ataques na Síria matam 50 pessoas

00:00 · 13.11.2017
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Os bombardeios aéreos e o fogo de artilharia deixaram dezenas de mortos (civis e terroristas) ( Foto: AFP )

Cairo. Pelo menos 50 pessoas morreram nas últimas horas em ataques aéreos e de artilharia no leste da província de Deir ez Zor, na Síria, desde que o grupo terrorista Estado Islâmico recuperou seu último reduto no país árabe em uma contraofensiva.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH) informou ontem que metade dos mortos é formada por menores de idade, vitimados por ataques "de vingança" das forças governamentais e de seus aliados nos arredores da cidade de Al Bukamal, que o Estado Islâmico conseguiu recuperar das mãos de seus rivais.

Um grupo de 25 civis, dos quais 15 são crianças e quatro mulheres, morreu em um ataque supostamente lançado pelas milícias iraquianas que integram a coalizão Multidão Popular e apoiam as tropas sírias em Al Bukamal, contra um campo de deslocados de Al Sukariya. Também morreram em bombardeio 14 pessoas, três delas crianças, em um acampamento em Al Safafiya, e nas localidades da Al Abbas, Al Marashda, Subeikhan e Abu Hamam.

Outras cinco pessoas morreram, entre elas duas crianças e duas mulheres, em um ataque contra um ponto utilizado pelos moradores para cruzar o Rio Eufrates na região da Al Sousse, e outros seis em ataques registrados em Al Ramadi.

Os bombardeios aéreos e o fogo de artilharia deixaram dezenas de feridos e o número de mortes pode aumentar, já que muitos dos feridos estão em estado grave e há desaparecidos.

A agência oficial de notícias do regime sírio Sana informou que a força aérea síria realizou dezenas de bombardeios contra posições do Estado Islâmico a oeste de Al Bukamal, deixando "dezenas de mortos e feridos entre os terroristas", mas não disse quem controla a cidade.

Ação conjunta

Os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e dos EUA, Donald Trump, divulgaram declaração, no sábado (11), durante a cúpula da Apec em Danang (Vietnã). "Eles expressaram satisfação com os esforços bem-sucedidos para evitar incidentes perigosos". Disseram que "o conflito na Síria não tem solução militar", reiterando que "o acerto político definitivo para o conflito deve ser achado dentro do processo de Genebra, de conformidade com a resolução 2254 do Conselho de Segurança da ONU".

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