Nos estados unidos

Ataque a tiros em torneio de videogame deixa três mortos

Atirador seria um jogador que estava competindo e teria perdido. Nove pessoas ficaram feridas

00:00 · 27.08.2018 / atualizado às 09:08
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O tiroteio ocorreu na cidade de Jacksonville, onde era jogada um popular disputa da versão eletrônica da Liga de Futebol Americano (NFL) ( FOTO: AG. FRANCE PRESSE )

Jacksonsville. Ao menos três pessoas, incluindo o agressor, foram mortas em um tiroteio maciço durante um torneio de vídeo game em Jacksonville, na Flórida (EUA), reportou a Polícia local ontem, acrescentando que o atirador - um homem branco, identificado como David Katz , de 24 anos, procedente de Baltimore, no estado de Maryland- agiu sozinho.

"Houve três indivíduos falecidos no local, um das quais é o suspeito que tirou a própria vida", disse em coletiva de imprensa o xerife de Jacksonville, Mike Williams. Ele acrescentou que outras nove pessoas foram feridas a bala. "Nove foram levados (...) a hospitais da região, sete deles com ferimentos a bala. Outras duas vítimas feridas a bala se deslocaram sozinhas", acrescentou o xerife. "Me alegra dizer-lhes que todos se encontram em condição estável".

O noticiário local News4Jax havia reportado mais cedo, com base em fontes policiais anônimas, que quatro pessoas morreram e outras 11 ficaram feridas.

O tiroteio ocorreu no Jacksonville Landing, um centro comercial e de entretenimento às margens do rio St. Johns, onde era disputado um popular torneio de videogame da Liga de Futebol Americano (NFL, na sigla em inglês), denominado Madden NFL, 19.

O torneio classificatório para as finais em Las Vegas - com prêmio de 25 mil dólares - era disputado no restaurante GHLF Game Bar. De acordo com o LA Times, citando um jogador identificado como Steven "Steveyj" Javaruski, o atirador seria um jogador que estava competindo no torneio e perdeu.

Pouco antes, o gabinete de polícia local usou o Twitter para solicitar aos moradores de Jacksonville que se mantivessem longe da área e pedir às pessoas que estivessem escondidas a permanecerem abrigadas e ligarem para 911, o serviço de emergência nos Estados Unidos, para informar sobre sua localização e aguardar ser resgatadas por membros da SWAT.

Em um vídeo perturbador, aparentemente captado como parte de uma transmissão em streaming do site Twitch, vários disparos de arma de fogo podem ser ouvidos ao fundo, antes de a conexão cair. O site Twitch retirou o vídeo, mas ele permanecia disponível nas redes sociais.

"Esta é uma situação horrível e enviamos nossos mais profundos pêsames a todos", reagiu a empresa criadora do Madden, a EA Sports, em nota.

Uma das equipes que participavam do torneio, a CompLexity Gaming, informou que seu jogador, Young Drini, foi ferido de raspão em uma das mãos. "Obviamente estamos chocados e entristecidos com os eventos desta tarde. Nosso jogador, Drini, foi atingido no polegar, mas ele ficará bem. Ele conseguiu escapar e correr até uma academia de ginástica próxima", disse do diretor da equipe, Jason Lake.

"Nunca mais vou dar nada como certo. A vida pode ser interrompida em um segundo", tuitou o jogador.

Vários usuários de redes sociais, inclusive uma que se apresentou como sua mãe, informaram que o proeminente 'gamer' profissional conhecido como "oLARRY2K" tinha sido baleado no peito.

Epidemia nacional

Este é o episódio mais recente de uma série de atos de violência armada registrados nos Estados Unidos, onde o porte de armas é constantemente discutido entre quem pede um controle maior de sua venda e quem defende seu direito constitucional de ter acesso a elas.

Nos últimos anos, a Flórida foi alvo de uma série de ataques a tiros. Em 12 de junho de 2016, 49 pessoas foram mortas em uma boate gay em Orlando. Em 2017, outras seis pessoas morreram em um tiroteio no aeroporto de Fort Lauderdale.

E em 14 de fevereiro deste ano, 17 morreram em um massacre na escola de ensino médio Marjory Stoneman Douglas, em Parkland (norte de Miami).

David Hogg, um dos sobreviventes de Parkland que lidera agora um movimento nacional contra as armas, participava de um protesto em frente à sede da fabricante de armas de fogo Smith and Wesson em Springfield, Massachusetts, quando soube do massacre.

A Casa Branca disse que está "monitorando" a situação.

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