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Visão holística

Terapias integrativas

04:00 · 02.11.2017
O ramo das terapias holísticas,  complementares ou integrativas tem crescido tanto que o Ministério da Saúde incluiu, em março deste ano, 14 novas práticas à Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no Sistema Único de Saúde (SUS), criada por meio da Portaria nº 971 GM/MS, de 3 de maio de 2006. As atividades  adicionadas em 2017 são arteterapia, ayurveda, biodança, dança circular, meditação, musicoterapia, naturopatia, osteopatia, quiropraxia, reflexoterapia, reiki, shantala, terapia comunitária integrativa e yoga.
Com o aumento da procura por essas práticas, cresceu também o número de terapeutas. Segundo Maria de Lourdes Paiva, criadora do primeiro curso de pós-graduação em terapias integrativas e complementares do Nordeste, na Faculdade Ateneu, em Fortaleza, a formação profissional é o grande nó das terapias integrativas. “O ideal seria a criação
de cursos de graduação pelas instituições de Ensino Superior, até mesmo para caracterizar o que pode ser considerado como terapêutico ou não”, aponta.
No entanto, como isso não se dá, restam aos interessados as formações livres. “Elas vêm procurando atender ao mercado, mas nem todas estão suficientemente preparadas para essa função”, avalia a terapeuta, enfermeira e idealizadora do Instituto Terapia Solidária, Organização Não Governamental (ONG) especializada em terapias integrativas
e qualidade de vida. 
 
CAPACITAÇÃO
Outro recurso para quem pretende atuar na área é buscar instituições, como a Associação Brasileira dos Terapeutas Holísticos (Abrath), que representa várias classes de terapeutas. “Somos nós que capacitamos os mesmos perante a sociedade e os órgãos de fiscalização por meio de um registro profissional”, esclarece Marcia Muniz, Diretora  Regional da Associação. Ela diz que a qualificação é alcançada pelos certificados, e a capacitação é alcançada na conquista do registro profissional.
Lourdes Paiva enfatiza que o Instituto Terapia Solidária, em Fortaleza, oferece uma formação longa, de 310 horas, em que se busca trazer o máximo de fundamentação científica. “Tivemos que fazer isso para viabilizar a formação dos nossos próprios voluntários”, explica.A Diretora da Abrath afirma que hoje existem  inúmeros cursos técnicos e de formação no Ceará, inclusive no sistema EAD (educação à distância). “Basta entrar em contato  com a Abrath Nacional ou a Regional do Ceará que passamos as informações necessárias  de como se tornar um terapeuta qualificado e capacitado”, arremata.

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