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Trilha sonora

Música

04:00 · 07.12.2017
Quando ingressou na graduação em Música, Artur Guidugli (FOTO ACIMA), de 23 anos, não fazia ideia de que poderia seguir tantos caminhos depois de formado. Além de tocar em bandas e produzir música autoral, ele dá aulas em escolas públicas e particulares. Atuando há cinco anos como músico profissional e professor, Artur afirma: dá para viver só de música. Mas a trajetória de quem faz essa escolha nem sempre começa depois da faculdade. Pode iniciar até antes, como foi o caso de Artur Guidugli. No caso dele, porém, a faculdade ampliou os horizontes. “O curso me deu ferramentas muito boas para a atuação em diversas áreas. É um curso muito abrangente, e isso trouxe muitas possibilidades, além de conhecer outras pessoas que estudavam música e a trajetória delas”, afirma.
Em Fortaleza, tanto a Universidade Federal do Ceará (UFC) como a Estadual do Ceará (UECE) oferecem graduação, na modalidade Licenciatura, ou seja, forma professores com conhecimento em pedagogia e linguagem musical. Quem não se atenta para essa informação, acaba gerando uma expectativa errada em relação ao curso, como explica Marco Tulio, professor e coordenador do Curso de Música da UFC. “O equívoco vem porque o MEC, ao padronizar o termo Licenciatura em Música para todos os curso de música do 
país, traz uma confusão. É por isso que o aluno pensa que o curso forma especificamente o músico e não o educador musical. De uma certa forma, formamos um músico, mas
pensamos em formar o professor de música. Difícil fazer essa divisão (se é que existe) professor/músico ou músico/professor”, explica. 
Apesar de o currículo ser voltado para a formação de educadores musicais, a graduação oferece oportunidades de aprendizagem em outras áreas. No caso da UFC, como aponta Marco Tulio, o aluno tem 38% de disciplinas optativas e pode se aprofundar um pouco mais em um determinado instrumento ou ampliar sua formação com disciplinas,  como Trilhas Sonoras, Música Barroca e Prática em Conjunto de Choro.
 
DESAFIOS
Como em qualquer profissão, a carreira de músico tem muitos desafios. Entre eles a valorização da classe, não só em relação à remuneração como ao reconhecimento social. “Seguir carreira de músico é estar a fim de conhecer muita gente, fazer muito trabalho legal e de comprar uma briga pela valorização da classe dos músicos”, observa Artur  Guidugli.
Outro desafio é que, para muitos, a música ainda é vista como um hobby. “Quando você fala de cronogramas horários, resultados, planejamento, isso é uma coisa que faz muita diferença na vida de um músico e de qualquer profissional. Ter essa rotina um pouco burocrática vai ajudar a planejar suas coisas”, destaca o professor.
Também formada em Música, a professora e regente de coral Jéssica Santos, de 28 anos, observa que, quem deseja seguir a carreira, não pode nunca deixar de estudar.
“Não pode parar de lutar. A recompensa que chega é muito maior do que qualquer salário”, considera.

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