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Possibilidades corporais

Dança

04:00 · 07.12.2017
“Quem atua com dança tem, no corpo, uma certa intensidade de viver a dança, de inventá-la, pesquisá-la, de encontrar-se  nela. Você é tomado pela dança e é somente movido por ela que você a percorre, estudando, compondo, pensando, analisando suas possibilidades de existência. Não é fácil. É muito trabalho! Muito desejo! Quase não há sossego. Não há fórmula. Há invenção. Trata-se do próprio movimento e tudo que dele nos faz agir.” Essa é a avaliação de Rosa Primo (FOTO ACIMA), professora dos cursos de licenciatura e bacharelado em Dança da Universidade Federal do Ceará (UFC).
Os aspirantes a essa carreira têm vastas possibilidades de atuação. Algumas delas são como professor, curador, crítico, dramaturgista, coreógrafo, diretor, produtor e realizador de trabalhos com dança e tecnologias, bem como com videodança, descreve a docente. “A dança tem uma conversa muito potente com outros segmentos artísticos. Há, atualmente, um trabalho em dança que se faz desde as artes visuais, audiovisuais e performances diversas que tem o corpo como condição e sentido em arte”, acrescenta Rosa Primo. 
 
QUALIFICAÇÃO
Ernesto Gadelha, professor, curador e gestor na área de dança, frisa a importância de se qualificar o máximo possível. Dessa forma, “maior vai ser sua possibilidade de inserção e de ter uma capacidade de ser melhor remunerado”, afirma o docente.
Ele enfatiza que, atualmente, a qualificação em dança passa não somente por uma boa formação técnica e artística, mas também pela obtenção de habilitações certificadas,
graduações e pós-graduações. Ele também destaca a importância de experiências internacionais – seja no âmbito da formação, seja no da experiência profissional –, falar pelo menos inglês e ampliar ao máximo as áreas relacionadas ao seu segmento, tentando se aprofundar naquilo que lhe é mais interessante. “É sempre importante, quando você está num processo de formação, se questionar: que diferenciais eu trago na minha formação que podem favorecer a minha atuação profissional? É importante que as pessoas pensem
que elas vão estar sempre em formação”, defende Ernesto Gadelha. “Esses lugares, pós-graduação, capacitações outras e experiências inventivas não são estruturas excludentes. Temos sempre que abrir e ocupar espaços”, argumenta Rosa Primo.
E como, muito provavelmente, em algum momento, o profissional de Dança atuará como professor, Ernesto Gadelha sugere que esse profissional também busque capacitações
nesse campo, como uma pós-graduação em Pedagogia. 
 
 
SAIBA MAIS
 
Cursos disponíveis no Ceará
 
Segundo Rosa Ana Druot de Lima, professora dos cursos de Dança da UFC, graças aos esforços da classe artística, o Ceará abriga espaços formativos públicos
com diferentes níveis de formação:
 
. Escola de Dança da Vila das Artes: propõe uma formação básica em dança, acolhendo crianças a partir de 8 anos;
. Curso Técnico em Dança: ofertado pelo Porto Iracema das Artes, com o objetivo de formar profissionais técnicos de nível médio, capazes de atuar em dança como intérpretes/criadores; 
. Cursos de Licenciatura e Bacharelado em Dança da Universidade Federal do Ceará (UFC);
. Curso de Iniciação em Dança Contemporânea: recentemente criado, partindo de uma iniciativa da Associação de Bailarinos, Coreógrafos e Professores de Danças do Ceará;
. Escola de Desenvolvimento e Integração Social para Criança e Adolescente (Edisca): tradicional projeto social que contempla a arte da dança; 
. Associação Vidança: trabalha o Street Dance e a cultura hip hop como atividades diárias;
. Instituto Katiana Pena: projeto social, que trabalha com balé, referência no bairro Bom Jardim; 
. Redes CUCA e o Centro Cultural do Bom Jardim: programas pedagógicos em dança;
. Outras iniciativas, como o Ponto de Cultura Galpão da Cena em Itapipoca, a Associação Dança Cariri em Juazeiro do Norte e a Escola de Dança de Paracuru, são conduzidas
por artistas e pesquisadores em dança, descentralizando as possibilidades formativas para outras cidades do Estado.

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