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Caminho da criatividade

Design

04:00 · 07.12.2017
Mentes inquietas e criativas, que adoram arte, ilustração, moda, decoração, livros, mas, principalmente, gostam de resolver problemas. Esse é o perfil do profissional de Design, uma área importante para a economia criativa. Aliar funcionalidade ao estilo é uma das promessas do Design. Dessa forma, ele é um importante instrumento para as empresas que buscam inovação e aumento de produtividade. O profissional formado em Design é um agente de solução de problemas, utilizando metodologias que permitem analisar desafios, elaborar ideias, selecionar a melhor alternativa, prototipar e implementar com o feedback constante do cliente. 
Aurileide Alves, professora e Coordenadora dos cursos de Design da Fanor | DeVry, mestre em Design da Informação (UFPE) e doutoranda em Design (Universidade de Lisboa),
afirma que o formado em Design tem inúmeras possibilidades de atuação, mas, no Ceará, os setores gráfico, de moda e de interiores são os que mais atraem os profissionais. 
No design gráfico, o profissional pode atuar no mercado digital ou impresso como web designer, designer de interfaces, designer de animação, ou como designer editorial na criação de livros, revistas, cartazes, identidades visuais e soluções de branding. “Mas as profissões voltadas para a Web, como UX designer, designer de interfaces, design de animação e web designer são as vedetes”, observa a professora.
 
SOLUÇÕES
No design de moda, o profissional pode atuar na produção de moda, criação de catálogos, fotografia de moda e demais soluções que envolvam design gráfico e o mercado  fashion. Neste setor, alguns nichos têm se destacado, de acordo com Aurileide Alves. “Para a moda, temos os designers especializados em moda plus size, em roupas de festa
sob encomenda e criação de coleções e estamparia. Aliás, estamparia tem sido um nicho do mercado de moda cearense que produziu alguns destaques interessantes”, avalia.
Se optar pelo design de interiores, o profissional pode trabalhar em escritórios de arquitetura, desenvolvendo projetos de ambientação para residências ou lojas, shoppings,  stands para eventos, vitrines de lojas e quiosques. “É um mercado que tem muito trabalho e oportunidades, mas precisa que o profissional formado seja proativo e apaixonado
pelo que faz para se destacar”, reforça Aurileide Alves.
Outra área com potencial de crescimento é a de design de produto. “Apesar do perfil do design no Brasil, de modo geral, ser historicamente gráfico, temos um potencial criativo e industrial latente a ser explorado”, avalia a docente. Outro caminho que os profissionais podem seguir é o do design sustentável e inclusivo. “São direções para onde a indústria e o mercado estão olhando, pensando nas pessoas e também na sustentabilidade do planeta”, afirma.
 
RUMOS
Diante de tantas possibilidades no área do Design, os alunos podem ficar indecisos quanto à escolha da carreira. Como sugere Aurileide Alves, fazer visitas a agências de
design, conversar com outros profissionais e participar de eventos da área são alternativas para ajudar na decisão. Além disso, o estudante pode ampliar seu horizonte criativo
investindo em atividades extracurriculares. “Todo designer precisa ser curioso, inquieto, apaixonado e dedicado. Não existe nada bem feito sem esforço, dedicação e amor. Então,
mergulhe de cabeça em cursos de desenho livre, pintura, tipografia, caligrafia. Ou adquira o hábito de dar uma caminhada e fotografar e anotar tudo de novo que encontrar,
num sketchbook. No design, a experiência vivida pelo designer em algum momento do processo criativo sempre é resgatada para auxiliar nas soluções”, argumenta a professora.
 
 
EXPERIÊNCIA
 
Regys Lima, de 24 anos, desistiu da faculdade de Sistemas de Informação para investir na carreira de designer. Apesar da afinidade com a informática, foi o trabalho criativo que lhe despertou maior interesse. Para ele, o curso de Design deu um norte para seguir na profissão. “Foi a oportunidade de aprender com alguns grandes mestres, de fazer parte de uma comunidade criativa que está sempre falando sobre design, novas técnicas, descobrindo novas ferramentas e pensando como melhorar o mundo. E também ter um alicerce teórico sobre o qual eu estou construindo minha obra no design”, reflete.
Há sete anos no mercado como designer gráfico, Regys Lima atua em projetos de identidade visual, fotografia, vídeos, motion graphics e letterings. “Tive a felicidade de sempre trabalhar em lugares que me permitiram criar em todas essas áreas”, diz. Para ele, o desafio da profissão é fazer o cliente entender o real valor do serviço de design. “E isso não é uma reclamação para o cliente, mas uma provocação para nós, designers. É de nossa total responsabilidade encontrar soluções que ajudem a tornar mais claro, para o cliente, o processo, o trabalho, o tempo e porque investir em design vale a pena”, argumenta. 
Para quem está pensando em fazer o curso e seguir a carreira de designer, Regys Lima sugere: “Estude muito e comece a trabalhar o quanto antes. A base do curso é de extrema importância, mas serão os erros, os tombos, a pressão, a responsabilidade e a expertise de quem já está no mercado que vão te dar maturidade e força para seguir em frente”, opina.

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