Especial pulicitário

Área promissora

Analista de dados

04:00 · 30.11.2017
A profissão de cientista de dados surgiu devido ao grande volume de dados que circula na internet (Big Data) e os algoritmos matemáticos que permitem a interpretação dessas
informações (Machine Learning). De acordo com Vasco Furtado (FOTO ACIMA), professor da Universidade de Fortaleza (Unifor), o analista de dados deve dominar técnicas para manipular dados volumosos e variados vindos de diversas fontes, estando os mesmos estruturados em banco de dados ou semiestruturados em formatos de texto, por exemplo. 
“As áreas de atuação são incontáveis, pois depende do que o conjunto de dados se refere. Independente da área de atuação, no entanto, podemos classificar as atividades do analista de dados em tarefas que facilitem o armazenamento de um grande volume de dados, tarefas relativas ao acesso eficiente de dados volumosos e vindos de diferentes
fontes, tarefas relativas à integração de dados vindos de fontes e formatos diferentes, tarefas relativas à exploração dos dados, o que envolve conhecimento em estatística, física estatística, inteligência artificial dentre outras, e tarefas que permitam a visualização dos dados de forma amigável e fácil de compreender”, explica.
 
DESAFIOS
Vasco Furtado garante que essa é uma área extremamente promissora, além de desafiadora, pois, segundo ele, o volume de dados digitalizados não para de crescer. Todas atividades cotidianas das pessoas estão sendo, de uma forma ou de outra, rastreadas: desde as interações nas redes sociais até as características físico-biológicas das pessoas. “Isso faz com que os dados se tornem rica fonte para produção de conhecimento. As perspectivas são inúmeras. Faltam profissionais com capacidade de realizar com qualidade todas ou parte das atividades anteriormente mencionadas. O crescimento do registro de dados ocorre em uma velocidade espantosa, enquanto que a formação de mão de obra não consegue avançar na mesma velocidade”, afirma. 
Essa é uma profissão relativamente nova e, segundo o professor Vasco, a capacitação em análise de dados pode se dar por diferentes perspectivas. “Uma coisa é fundamental: 
é preciso uma boa base matemática que, em geral, se obtém com formação em Ciências Exatas. A Estatística, a Computação, as engenharias e a Física são exemplos de áreas que formam profissionais que podem perfeitamente se tornar analistas de dados.
No entanto, é preciso compreender que dada a diversidade de dados que se referem à vida em sociedade em geral, as ciências sociais, bem como as ciências médicas, estão
de mais em mais usando métodos de análises de dados para compreender fenômenos sociais como o crime e as epidemias, para exemplificar alguns”, explica.

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