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Alta demanda

Geração de energia

04:00 · 30.11.2017
“Os especialistas do setor energético em nível mundial são unânimes em afirmar que o futuro será da energia solar. Assim, regiões do mundo com alto potencial solar, como o Ceará, serão os países árabes do século XXI. O recurso está aqui! No entanto, sem capacitação, podemos não saber aproveitar este potencial solar”, declara Paulo César de Carvalho, professor do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade Federal do Ceará (UFC) e coordenador do Laboratório de Energias Alternativas (LEA) da UFC.
Diante dessa necessidade – e grande oportunidade – de mão de obra qualificada, tanto na área de energia solar como eólica, urge buscar capacitação adequada. “A área de energias renováveis é muito recente, necessita de pessoas que entendam e desenvolvam novas tecnologias para o crescimento da energia limpa no país”, evidencia Brígida Miola (FOTO ACIMA), coordenadora pedagógica da graduação tecnológica em energias renováveis da Universidade de Fortaleza (Unifor).
Ela explica que esse setor é multidisciplinar, “portanto, o mercado pode necessitar de engenheiro mecânico para desenvolver novos mecanismos de uma turbina eólica, por
exemplo, de engenheiro eletricista para as demandas de estudos de linhas de transmissão, de engenheiros e tecnólogos em energias renováveis para desenvolvimento de projetos de parques de energia eólica e solar”. Então, desde que o profissional tenha interesse e capacitação na área, ela acredita que qualquer um dos cursos que envolvem energias renováveis são válidos.
 
DIFERENCIAIS
Para a docente, cursos técnicos e pós-graduação na área são grandes diferenciais. Deleon Parente, professor de Geração de energia eólica na Unifor, pontua que a escolha dos
cursos deve estar alinhada à estratégia de desenvolvimento da carreira de cada profissional, lembrando que “estudar é ato contínuo e se capacitar nunca é demais”. “Identificou a
necessidade de melhorar o desempenho em determinado setor na indústria onde atua? Consideraria uma especialização no assunto ou até um curso de curta duração com  empresas, consultorias especializadas no tema”, exemplifica.
Segundo Brígida Miola, atualmente, a maior parte dos aerogeradores e transformadores, alguns tipos de torres e pás, placas fotovoltaicas e inversores elétricos vêm de fora do Estado. Porém, o Ceará possui parques de energia solar e eólica, uma fábrica de aerogeradores e diversas empresas prestadoras de serviços de montagem, transporte,  instalação, operação e manutenção de sistemas eólicos e fotovoltaico. 
Também são possibilidades de atuação as consultorias em questões ambientais, jurídicas, regulatórias e econômico-financeiras. As oportunidades estão aí.
 
POTENCIAL
O professor Deleon Pinheiro conta que o potencial energético no nordeste brasileiro para a geração de energia a partir do vento e do sol está entre os melhores do mundo,
sendo ainda pouco explorado. Além disso, acrescenta Paulo César de Carvalho, estas fontes são bastante comportadas no Ceará, ou seja, não há variações significativas dos recursos ao longo dos anos. “Isto ajuda a consolidar estas fontes renováveis como fontes confiáveis, que podem complementar a geração das hidroelétricas, o que tem motivado o investimento de muitas empresas no Estado”, afirma o docente. “Apesar de figurar no 3º lugar no ranking de produção de energia eólica do Brasil, atrás do Rio Grande do Norte e da Bahia, hoje a energia eólica é a segunda principal fonte energética do Ceará”, revela Paulo Henrique Pereira Silva, professor da disciplina Radiação Solar - Aplicações
Físicas na Unifor.
Com capacidade de geração de 1.323 MW, são 48 parques eólicos em funcionamento no Estado e 25 em construção, com previsão de instalação de mais seis usinas nos  próximos anos (quatro em Quixeré, uma em Banabuiú e uma em Massapê). No Brasil, o Ceará está entre os cinco principais geradores de energia a partir do vento, comenta Paulo Henrique. 
 
 
PALAVRA DE ESPECIALISTA
 
“Além da energia solar e fotovoltáica, que possuem grande destaque no Ceará, a biomassa, pouco conhecida, tem chamado a atenção para o Estado. As principais fontes de biomassa energética disponíveis no Brasil são a cana-de-açúcar e seus derivados, com destaque também para a lenha de florestas energéticas ou nativas manejadas, os resíduos sólidos urbanos (RSU) e os resíduos agrícolas, agroindustriais e agropecuários. Esse tipo de produção já ocorre no Ceará, no Aterro Municipal de Caucaia, com a produção do biogás. Além disso, outros projetos de geração de energia através da biomassa estão sendo concebidos no Ceará, como a produção de energia através da biodigestão de cama de frango, suinocultura, capim e bagaço de caju.”
Brígida Miola, coordenadora pedagógica da graduação tecnológica em energias renováveis da Universidade de Fortaleza (Unifor).
 
“A principal forma de geração de energia elétrica atualmente no Estado são as termoelétricas. As  termoelétricas são caracterizadas pelo impacto ambiental, dentre os quais se destaca o elevado consumo de água para operação das turbinas. Assim, para um Estado carente do recurso hídrico, como o Ceará, o uso de  termoelétricas pode ser catastrófico. Espero que um planejamento energético sustentável, em breve, substitua as termoelétricas do Ceará por fontes sustentáveis.”
Paulo César de Carvalho, professor do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade Federal do Ceará (UF C) e coordenador do Laboratório de Energias Alternativas (LEA ) da UFC.

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