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Vegetação na decoração

Cada vez mais utilizados na decoração, os cactos e as suculentas são práticos, fáceis de cuidar e se adaptam a uma grande diversidade de ambientes

04:30 · 20.07.2018

Eles viraram queridinhos na decoração, não apenas pela beleza, mas por serem plantas bem resistentes e que exigem pouca manutenção, apontam os arquitetos Ariane Pontes e Cauã Boto, do Ateliê Mandacaru, sobre os cactos. “No Nordeste, a gente adotou mais ou menos essa cultura de trabalhar os cactos como um jardim diferenciado, um jardim que não precisa de água. Então, a gente costuma chamá-los de sertõezinhos. Em jardins muito grandes, a gente tira uma área, trabalha com areia grossa e pedra, e coloca cactos e suculentas. Fica muito bonito”, ressalta Joana Pedroza, geógrafa atuante nas áreas de paisagismo e jardinagem e proprietária da loja Jardim & Cia, em Juazeiro do Norte.

Ela explica que existem 22 mil espécies de suculentas, sendo que apenas 2 mil são espécies de cactos. As primeiras não têm espinho nem flores. “Quem flora é o cacto, quem tem espinho é o cacto. O espinho é um instrumento de defesa que o cacto utiliza para se defender dos animais, porque ele é nativo dos desertos, das pedras. Ele não era uma planta tão de jardim. Hoje que está sendo”, acrescenta a profissional.

Usos e cuidados

Segundo Ariane Pontes e Cauã Boto, como os cactos possuem diversos tamanhos e formas, se encaixam na decoração de qualquer ambiente. Os menores, por exemplo, podem ser posicionados sobre mesas e criados-mudos ou até mesmo no parapeito de janelas. Já os maiores, pontuam, podem ser encaixados em salas, jardins ou varandas diretamente no chão, utilizando vasos decorativos.

Joana Pedroza defende que as suculentas ficam bem no banheiro, na sala, na cozinha, no espaço que se desejar. “A gente vende muito para o banheiro, porque não precisa de tanto sol nem de tanta água. Você deixa no banheiro e uma vez por semana leva para pegar um pouquinho de sol. Apesar de ser uma planta que gosta de muito sol e pouca água, também se adapta muito bem aonde não tiver o sol”, descreve a geógrafa.

Ela diz que, no caso de espécies colocadas no jardim de casa, expostas ao sol o dia inteiro, você pode colocar água uma vez por semana. Se estiverem em vasos, a rega recomendada é uma vez por mês. Isto porque as suculentas têm como principal característica armazenarem água no caule, na raiz e nas folhas. “Os cactos se alimentam por muitos anos da água ali acumulada, por isso a gente não deve aguar muito”, informa a empresária.

Ela comenta que, na área do paisagismo, tem-se trabalhado mais a suculenta justamente por não ter espinho. “A gente tem feito também muita lembrancinha de casamento e aniversário à base de suculenta, porque, por ela não ter espinho, é mais atrativa”, argumenta. Ela frisa que cactos e suculentas harmonizam com tudo, “mesmo que o vizinho seja uma área gramada com bastante flor. Você vai ver as duas coisas ali, o sertão e um jardim todo verde e florido”, sinaliza. Joana destaca que essas plantinhas estão tão em evidência que hoje já tem até peça de louça no formato dessas espécies.

“O importante é se utilizar da natureza e de seus elementos como uma forma de decoração consciente, sendo um ótimo caminho para buscar a naturalidade e a simplicidade, além de trazer conforto, bem-estar e beleza para o meio em que vivemos. O verde, o cheiro e a beleza da vegetação são sinônimos marcantes de alegria, sustentabilidade, paz e muita brasilidade”, reforçam os arquitetos Ariane Pontes e Cauã Boto.

TERRÁRIOS

Os terrários são uma excelente forma de se ter plantas em casa. Mesmo pequenininhos, eles fazem o maior sucesso. “Mesmo que você pegue uma tacinha e faça o terrário, basta que você coloque areia, porque areia ajuda muito na drenagem, e coloque pouca água. Quando as plantas já estão totalmente climatizadas, basta colocar água uma vez por mês”, explica Joana Pedroza, geógrafa atuante nas áreas de paisagismo e jardinagem e proprietária da loja Jardim & Cia, em Juazeiro do Norte.

OPINIÃO

“A natureza sempre remeteu àquela sensação de paz e tranquilidade. Menos estresse, mais produtividade, sensação de aconchego, beleza e harmonia são alguns dos benefícios – comprovados – que a vegetação pode trazer para um ambiente. É nesse contexto que os elementos da natureza, ganham força no nosso meio, sendo representados também na arquitetura e na decoração. O conceito traduzido em tendência para a arquitetura tem a aplicação em ambientes internos e externos, por meio da utilização de plantas, cores, imagens e artes que representem a natureza, em contato harmônico com o ambiente construído.

Além dos tradicionais vasos de plantas, a natureza ganha espaço em texturas, estampas, tecidos, almofadas, quadros e outros elementos que trazem suas cores e sensações. O objetivo dessa nova tendência é, além de tudo, buscar uma reconexão com a natureza, em meio ao mundo moderno e tecnológico em que vivemos, e valorizar os espaços em que passamos a maior parte do nosso tempo”. Por Ariane Pontes e Cauã Boto, arquitetos do Ateliê Mandacaru. 

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