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Qualificação é o segredo

Cristina Chaul, Presidente do Sindimóveis-CE, ressalta a necessidade da capacitação para os corretores de imóveis no Ceará e a abertura de novos mercados no Estado

09:30 · 25.08.2017

Na próxima segunda-feira, dia 27 de agosto, é comemorado o Dia Nacional do Corretor de Imóveis. Aproveitando a ocasião, o Caderno Imóveis do Diário do Nordeste traz uma entrevista com Maria Cristina Chaul Barbosa, Presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis do Estado do Ceará (Sindimóveis-CE). A líder sindical é advogada atuante nas áreas Cível, Tributária, Imobiliária e Trabalhista, corretora de imóveis, pedagoga e geógrafa. Em sua gestão no Sindimóveis-CE, o número de associados foi de cerca de 400 para mais de 1.000. Ela apresenta um panorama do mercado de corretores de imóveis, mostra alguns desafios da carreira e como superá-los, defendendo como mais importante de tudo a qualificação
dos profissionais.

CADERNO IMÓVEIS: Como está o mercado de corretores de imóveis no Ceará?
MARIA CRISTINA CHAUL BARBOSA: Hoje, nós somos 13 mil corretores ativos no Ceará. A capital concentra o maior número de profissionais. A preocupação do Sindicato é tentar, cada vez mais, qualificar esse consultor imobiliário, porque ele não é apenas um vendedor de sonhos: tem que entender da Legislação (Direito Imobiliário), de cartório (documentação e legalização de toda a venda do imóvel), da questão financeira e dos financiamentos para passar essas informações na sua atividade profissional e fidelizar os
seus clientes.

Esse termo consultor de imóveis é uma nova nomenclatura? Uma tendência de mercado?
Hoje em dia, a gente normalmente utiliza o nome consultor ao invés do termo vendedor. O corretor de imóveis é um consultor, pelo fato de saber sobre todas aquelas áreas para poder concluir, com satisfação para o cliente, aquela transação imobiliária.

Que ações o Sindicato tem realizado em prol da qualificação dos consultores?
Normalmente, para ser corretor de imóveis, o profissional tem que fazer o curso de Técnico em Transações Imobiliárias (TTI). Há vários projetos de lei para conseguirmos que a pessoa, para ser corretor de imóveis, tenha que ter o curso superior de Gestão Imobiliária, tanto para valorizar a profissão como para ter profissionais mais qualificados. O Sindicato oferece cursos, oficinas e convênios com outras instituições para cursos de qualificação em faculdades, cursos de idiomas e
outros benefícios.

Qual sua análise sobre o momento do mercado imobiliário?
Nesse período desafiador da economia nacional, houve uma baixa nas negociações de vendas. Mas, para quem quer investir, ao invés de deixar o dinheiro parado no banco, é melhor investir em imóveis, porque os preços sofreram uma acomodação. Estamos muito melhores nesses três últimos anos. Não estamos tendo especulação imobiliária. Além de o preço permanecer, existe a oportunidade de se conseguir financiamentos bancários com uma taxa reduzida. Há bancos com uma taxa anual de 9% ao ano. A Caixa Econômica Federal lançou, recentemente, o financiamento de lote urbano e de condomínios. Isso é muito bom para o Ceará, pois temos muitos loteamentos e condomínios fechados por todo o Estado.

Além da capital, quais são os polos de maior concentração de corretores no Ceará?
Nas maiores cidades: Juazeiro do Norte, Sobral, Crato, Quixadá, Russas, que são os maiores polos econômicos do Estado. Está se desenvolvendo muito a região da serra, Tianguá e São Benedito, também por conta do turismo religioso. O Ceará é um Estado atípico, porque tem as praias e a região de serras. Tem também o Porto do Pecém, em São Gonçalo do Amarante, com grandes loteamentos na região. Os empreendimentos de segunda moradia, sobretudo nas cidades litorâneas próximas a Fortaleza e na região de Guaramiranga, também estão sendo bem comercializados. Observamos um desenvolvimento pulverizado. Isso é importante, porque também atende ao déficit imobiliário no interior, que é
muito grande.

Quais os maiores desafios para os corretores no exercício da profissão?
A questão maior é a qualificação. O corretor deve investir nele mesmo, aprender, conhecer o produto que vai vender, as inovações dos empreendimentos. Hoje, para se oferecer um produto, é preciso conhecê-lo bem. A falta de conhecimento é o que dificulta para alguns corretores. Às vezes, não se tem um número maior de vendas justamente por isso. Temos bons financiamentos, bons empreendimentos, com diversas promoções e descontos, o que falta é insistir e divulgar que o mercado está aquecido para
se comprar.

Qual é a dica para quem comprar um imóvel agora?
Escolha um corretor ou corretora de imóveis com ética, que vai lhe atender dentro do que você necessita. Um profissional qualificado ao seu lado, que vai checar toda a documentação, a matrícula, se os condomínios estão em dia, se não há nenhum gravame ou restrição. Se for um imóvel novo, se está incorporado ou não. Por isso, é preciso verificar se aquela pessoa é um corretor mesmo, se o registro no Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-CE) dele está ativo, para você não se decepcionar. Outra dica, no caso de imóveis novos, é buscar um imóvel que tenha o RI (Registro de Incorporação), para você ter a fração do seu apartamento. 

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