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Do Ceará para o mundo

Em entrevista exclusiva ao caderno Imóveis, Pio Rodrigues Neto, Presidente da C. Rolim Engenharia, fala sobre a experiência de representar a Construção Civil brasileira na COP23

04:00 · 08.12.2017
Entre os dias 6 e 12 de novembro, em Bonn, na Alemanha, aconteceu a 23ª Conferência das Partes (COP23), considerada o principal fórum internacional para discussão de questões relacionadas às mudanças climáticas do mundo. Representando 200 países, 20 mil pessoas compareceram ao evento. “Para participar dessa conferência, não era dado o direito de comprar ingressos. Eram credenciais só para estados, países, algumas ONGs e painelistas convidados, como foi nosso caso”, descreve Pio Rodrigues Neto (FOTO), Presidente da C. Rolim Engenharia, que está comemorando 40 anos de mercado.
A construtora cearense foi escolhida para representar o setor da Construção Civil brasileira na COP 23 devido à sua atuação responsável e aos investimentos em mecanismos sustentáveis, com projetos que mostram o respeito da construtora ao meio ambiente. Nessa entrevista exclusiva para o caderno Imóveis, Pio Rodrigues Neto conta os detalhes desse importante evento.
 
Caderno Imóveis: Qual é a importância de o setor da Construção Civil investir em práticas sustentáveis?
Pio Rodrigues Neto: A Construção Civil ainda é uma grande geradora de resíduos sólidos e de materiais que liberam grande quantidade de CO2. As fábricas de cimento e de cerâmica e o processo de Construção Civil no Brasil ainda são muito artesanais e com grande gasto de água. Estamos sentando tijolo sobre tijolo, que é uma coisa que vem de antes de Cristo. Nos modernos processos, no entanto, já encontrados nos Estados Unidos e na Europa, não existe mais isso. Mas estamos caminhando de forma célere para também chegarmos a esse patamar. Por outro lado, tão importante quanto construir de forma sustentável, ou talvez até mais importante, é entregar um produto com bombas de baixo consumo de energia, iluminações LED, energias alternativas como a fotovoltaica, elevadores com autogeração de energia, metais e louças de baixo consumo e reúso da água, porque a operação do prédio é permanente e a construção só se faz uma vez na vida.
 
Qual sua avaliação da participação da C. Rolim Engenharia na COP23?
É uma coisa extremamente importante para nós, fica na história não só da C. Rolim Engenharia, mas da engenharia do Ceará. Um evento numa cidade maravilhosa, bem organizado e qualificado. Lá a gente viu as melhores práticas, as melhores iniciativas no mundo sobre sustentabilidade, uma coisa que envolve todo o planeta e isso já é um grito de alerta. Cada vez mais as pessoas estão convencidas que precisam cuidar do meio natural.
 
Enquanto representante brasileiro da Construção Civil que participou da Conferência, que mensagem você deixa aos outros atores desse setor?
Estamos numa grande nave, o planeta Terra, que percorre o universo a centenas de milhares de quilômetros por hora e ela não tem direito a pit stop para reabastecimento ou para consertar qualquer coisa. Se não tivermos o cuidado que o planeta exige e a toda hora darmos demonstrações disso, nós e os nossos descendentes vamos pagar um preço muito caro. Essa matéria domina os fóruns, já é presente nas escolas, em discussões no mundo inteiro, em todas as camadas sociais, e já existem mecanismos de proteção disso, premiando ou penalizando pelo uso indevido dos recursos naturais. O mundo caminha para as energias não poluentes, como no Ceará, que tem parques eólicos que já suportam metade da energia que o Estado consome. A questão da sustentabilidade de maneira nenhuma é um modismo. Ela é uma tendência e tem que ser uma preocupação prioritária e permanente. Essas coisas temos que aprender, cobrar, investir e praticar, não por uma questão de conveniência, mas por uma questão 
de sobrevivência.
 
Há algo que queira destacar sobre os temas em questão?
Abri a minha palestra com a frase do Khalil Gibran, “árvores são poemas que a terra escreve para o céu”, e fechei a minha palestra dizendo que todo dia é dia de você dar um presente à mãe natureza. Plante uma árvore que ela lhe agradece com flor, fruto, sombra e beleza.

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