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Dicas: o que vai cair na prova?!

Dicas de Concursos

empregos@diariodonordeste.com.br

00:00 · 15.09.2018

Você já teve um professor que parecia um oráculo? Que sempre adivinhava o que ia cair na prova? Quando eu dava aulas para o concurso de delegado de polícia/RJ, meus alunos costumavam dizer que eu era um desses professores. Na véspera de uma prova específica discursiva, acertei quatro das cinco questões que foram formuladas. A pergunta que fica é: como eu e o seu "professor-oráculo" sabemos o que vai cair na prova? E, melhor, como você pode saber também?

Descobrir o que vai cair na prova é, antes de mais nada, um exercício de alteridade. É compreender o papel do examinador e se perguntar: "se eu fosse examinador desse concurso, o que eu perguntaria?". Para isso é necessário observação, pragmatismo e o desejo de fazer alguma coisa funcionar.

A observação consiste em se indagar o que seria razoável cair ou o que tem caído nas provas recentemente. Ter acesso a provas e editais antigos é essencial para conseguir cumprir essa etapa do seu "exercício de previsão". Quanto ao pragmatismo, nada mais é do que traçar o padrão que o examinador está seguindo. Em suma, o que mais comumente ele usa. Nesse ponto, conhecer a banca, conhecer os professores que costumam formular as provas (seus livros e didática), ajuda muito. Se o edital possuir bibliografia, não deixe de explorar as obras indicadas. Na área do direito muitos autores possuem livros anotados ou comentaristas/analistas (que são outros autores que interpretam seus estudos) e essas podem ser ferramentas importantes para descobrir como a banca está pensando as questões.

Um detalhe importante é que nada disso adianta, no entanto, sem conhecimento e estudo. Você não vai conseguir se sair bem na prova sem uma boa bagagem de estudo. Saber o que vai cair está intimamente ligado a conhecer profundamente a matéria.

De forma objetiva, descobrir o que vai cair na prova pode ser feito de várias formas, o que inclui estudar o programa todo (abordando todos os conteúdos do edital); fazer as provas anteriores; entender como cada instituição trabalha (Cespe/UnB, Esaf, FCC, por exemplo); desenvolver e analisar estatísticas; reparar o que está acontecendo na época da prova e do lançamento do edital (indispensável para as questões de atualidades); ouvir os professores especializados (acessíveis nos livros, cursos e internet); e assim por diante.

Outra pergunta muito legal de ser feita, além da tradicional "qual é o padrão?", é "o que é o mais importante?". Se o tema for administração do tempo, por exemplo, "o que é de fato importante, é urgente?"; se o tema for direito constitucional, "o que é basilar para a compreensão da Constituição do país?". Observe e estude sua banca.

William Douglas é juiz federal, professor universitário, palestran te e autor de mais de 40 obras

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