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Dicas de Concursos: Como estudar para concursos? - Parte 1

Dicas de Concursos

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00:00 · 16.12.2017 / atualizado às 01:00

Neste artigo iremos conversar sobre o estudo de regimentos internos (do Legislativo, de Tribunais etc.). Estudar ou não? Como estudar?

Antes de continuar, deixe eu responder uma pergunta que muita gente me faz: vale a pena fazer curso de legislação?

Bem, sabemos que costumeiramente as bancas cobram apenas a letra da lei no que se refere a legislação em provas de concursos. O porquê disso é muito simples: de onde a resposta vai ser tirada senão da própria lei?

"Se é isso, professor, não seria melhor apenas ler a lei?". Um curso de legislação, como é o nosso caso, envolve algo bem maior. É certo, contudo, que a base inteira dele é na letra na lei, mas existem vários pontos aí.

O primeiro deles é que o curso dá uma possibilidade de enxergar a norma como algo muito mais amigável do que ler diretamente na lei. Isso porque utilizamos de efeitos gráficos e cores, para isso. Assim, a simples letra da lei se transforma em algo mais fácil de ser lido. Há os comentários do professor nas partes em que eles se fazem necessários. A explicação de algum ponto da lei simplesmente abre uma nova janela sobre ela, possibilitando um entendimento diferente e mais amplo.

Na sequência, o curso com um professor experiente, tanto em provas quanto no ensino de legislação, vai trazer algo que nenhuma leitura sozinha consegue passar: os pontos mais cobrados e as 'cascas de bananas' da lei. Mas o patrimônio mais significativo são as questões inéditas. Isso porque é difícil encontrar questões de concursos de legislações, o que dificulta a prática.

"Regimento interno é difícil / chato / penoso de ser estudado!". Concordo 100% com essa afirmativa que ouço muito dos meus alunos. Gostaria de lembrá-los que, antes de estar aqui como professor, estou como um colega concurseiro que já passou por isso diversas vezes.

A despeito de ser bacharel em direito, de ter a lei como meu material de trabalho, concordo que está longe de ser algo fácil de ser estudado. Além de tudo, diferente, por exemplo da Constituição Federal, que possui livros doutrinários explicando tudo, os regimentos não. Assim, o concurseiro se vê encurralado em ter que estudar algo entediante, o que por si só já vai fazer com que a absorção do conteúdo seja menor, ou então desiste de uma vez e 'entrega nas mãos de Deus' as questões da prova.

Infelizmente a segunda opção é a mais corriqueira de ocorrer. Primeiro porque regimento interno vem cobrado na parte de conhecimentos básicos. Depois, isso leva o candidato a se concentrar no estudo da parte específica.

Fabrício Rêgo, Oficial de Justiça do TJDFT e professor para provas de concursos públicos

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