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Dicas de Concursos: Branca de Neve e os Sete Concurseiros - 1ª parte

Dicas de Concursos

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00:00 · 18.11.2017

Você certamente já ouviu a história da Branca de Neve e os Sete Anões. Se você é pai ou mãe, já deve ter perdido as contas de quantas vezes essa história foi repetida para seus filhos. Pois hoje você verá uma história nova, com o mesmo escopo chamada Branca de Neve e os Sete Concurseiros. Vamos a ela.

Em um reino muito distante, chamado Concursos, havia uma linda e meiga professora chamada Branca de Neve. Para ser admitido no Reino, os súditos, chamados Concurseiros, deveriam sempre se manter estudando e se preparando. Quanto maiores suas notas, maiores suas chances de prosperar em Concursos e até assumir uma boa colocação na administração local, e receber o título de Concursado, um membro honorário do reino que garantia sua residência indefinidamente.

O reino tinha todas as condições de ser um lugar próspero e feliz, mas era administrado por bruxas maléficas que estavam mais preocupadas com suas conquistas pessoais do que com os súditos. Essas bruxas garantiam que todas as instâncias do governo fossem dominadas por suas amigas bruxas e até davam maiores benefícios para essas amigas bruxas do que para os demais concursados do reino, que tanto estudaram e se esforçaram para conquistar suas posições. Uma prática muito comum das bruxas era abrir vagas temporárias para outras bruxas e aprendizes que acabavam sendo nomeadas para cargos e permanecendo longo tempo. Apesar disso, o Reino dos Concursos continuava contando com milhares de concurseiros que se dedicavam muito para garantir seu sustento e residência.

Branca de Neve, conhecedora da realidade do reino que tanto amava, exercia sua função com muito afinco e procurava ajudar ao máximo os concurseiros. Ela tinha como mentoras três outras professoras, antigas no reino, chamadas Mérito, Dedicação e Superação Pessoal, que a ajudaram a conquistar tudo em sua vida. Branca de Neve tinha um carinho especial por sete dos seus alunos. Seus nomes eram: Desinteressado, Sensível, Por Dentro, Alegre, Sabe-Tudo, Desatento, Sonolento e Ranzinza.

Desinteressado vivia dando desculpas para não comparecer às aulas, às provas e aos simulados programados. Suas desculpas eram as mais variadas.

Outra de suas preocupações, o Sensível, estava sempre absorto em sua baixa autoestima e ressentimentos. Quando tirava uma nota baixa já começava a reclamar de que nada dava certo para ele. Sensível se recusava a ver suas qualidades e a mudar suas posturas e atitudes. Qualquer adversidade na preparação ele já abandonava os livros. (continua na próxima semana)

William Douglas, juiz federal, professor universitário, palestrante e autor de mais de 40 obras

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