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Dica de Concursos: reconhecimento de terreno: bancas (Esaf)

Dicas de Concursos

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00:00 · 14.07.2018

Chegou o momento de aprofundar o conhecimento sobre as bancas examinadoras. Para isso, selecionei duas das principais bancas do país, Escola de Administração Fazendária (Esaf) e Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe/UnB), que resumem bastante os estilos de prova adotados pelas demais organizadoras. Nesta semana, vou falar sobre a Esaf.

As provas da Esaf têm duas expressões que as definem: a "prova-maratona" e "o deserto antes do meu cargo". E, para todos os concurseiros (sejam eles iniciantes ou experientes), posso afirmar que a dificuldade apenas trará mais sabor à sua conquista. Por isso, encare a prova com tranquilidade e confiança.

Diversificada e completa, a Esaf trabalha todas as etapas e tipos de concursos, formulando questões objetivas e discursivas. As provas dessa banca são conhecidas por serem extensas e detalhadas, sem, contudo, perderem a objetividade, exigindo uma leitura aprofundada. Não raro, o próprio enunciado contém a chave para a solução das questões.

Falando especificamente sobre as questões...

Objetivas: enunciados precisos e detalhistas com alternativas, usualmente de A a E, elaboradas e extensas - por vezes uma coluna inteira tem só uma questão. A característica mais marcante da Esaf é elaborar questões cuja indicação é a marcação da alternativa "incorreta", "mais correta" ou "menos incorreta", o que, em uma leitura menos atenta, pode passar despercebido.

Discursivas: com um enunciado tão preciso e objetivo, a Esaf passa ao candidato muito da responsabilidade pela própria nota. A indicação das questões é absolutamente marcada pelos pontos que são esperados em cada resposta, que devem ser escritas, em sua maioria, sob a forma de dissertação. Na área do direito, tem por costume chamar a atenção para conceitos fundamentais e jurisprudências, sempre inovando com questões que abordam temas atuais. Muitos concurseiros comentam sobre não ter tempo para fazer rascunhos e se preocupam em como proceder nesses casos.

Oral: última etapa nos concursos da magistratura e procuradoria, a prova oral da Esaf é uma arguição que tem como base os pontos dispostos no edital, conteúdos dentro das diversas áreas a serem desenvolvidos pelo candidato segundo escolha realizada pela banca (geralmente por sorteio) na hora da prova.

Uma dica importante para a prova oral, que também serve para a discursiva, é não divagar ou se alongar muito nas respostas. Quanto mais informações apresentar, maior será o risco de falar algo errado ou que não esteja necessariamente ligado ao conteúdo, e perder pontos.

William Douglas é juiz federal, palestrante e especialista em

Provas e concursos

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