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Venda de coco volta a crescer no Estado

00:00 · 29.07.2017

Diante da queda da produção cearense nos últimos cinco anos, devido à seca, os preços praticados na Ceasa de Maracanaú, principal centro de distribuição de hortifrutigranjeiros do Estado, subiram significativamente. O preço médio do cento de coco verde passou de R$ 84,59, em 2012, para R$ 142,11 neste ano, alta de 68%. Já o preço médio do cento de coco seco passou de R$ 113,14, em 2012, para R$ 152,69 neste ano, alta de 35%. Considerando os últimos 10 anos, o preço do coco verde e do coco seco subiram 189% e 89%, respectivamente.

> Riqueza que vem do coco

Segundo Odálio Girão, analista de mercado da Ceasa, em 2012, quando a comercialização de coco na Ceasa atingiu o pico histórico, eram vendidas cerca de 1.300 toneladas por mês, sendo metade de coco seco e metade de coco verde. Hoje, são cerca de 800 toneladas, no total, sendo metade de cada tipo.

"Em relação a 2016, as vendas já cresceram cerca de 10% neste ano, por conta das chuvas", diz Girão. "Estamos com uma boa colheita. O preço está bom para o consumidor. Mas, mesmo assim, a recuperação ainda está lenta", afirma.

Entre os principais emissores de coco verde para a Ceasa estão os municípios de Paraipaba, Guaiuba, Acaraú, Aquiraz, Pentecoste, Russas e Caucaia. Já o coco seco, grande parte tem origem nos estados de Alagoas, Pernambuco e Bahia. Segundo Girão, os principais compradores de coco verde da Ceasa são os mercadinhos, restaurantes, hotéis, distribuidores e supermercados da Capital. O coco seco, por sua vez abastece a indústria.

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