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Orgulho e desafio - Alvinegro de volta à Elite

00:00 · 16.12.2017 por Vladimir Marques - Repórter

O ano de 2018 será de grandes desafios para o Ceará, mas também encarado como de uma oportunidade única de elevar o clube a um patamar maior, ao disputar a Série A do Campeonato Brasileiro depois de seis anos.

Estar na elite nacional faz com que o Alvinegro, que jogou a Série A 22 vezes, sendo 17 de 1971 para cá, tenha a grande chance de se consolidar na elite do futebol nacional. Isso porque, o Alvinegro chega em um ano de disputa de Série A com uma organização e estrutura jamais vistas em sua história, com as finanças em dia, incluindo folha salarial de jogadores e planejamento à ponta da risca para viver uma temporada dos sonhos.

Richardson
Richardson carrega consigo a essência de um Ceará intenso e veloz para encarar a dura jornada da Série A do Brasileiro (Foto: Thiago Gadelha)

Para o presidente do clube, Robinson de Castro, o Ceará está pronto para fincar sua bandeira na elite nacional, permanecendo na divisão principal, o que indica mais cotas de TV (o clube deve receber em torno de R$ 32 milhões somadas todas as plataformas de exibição), planejamento financeiro e visibilidade.

"O Ceará é um time de Série A que precisa provar que pode estar lá e continuar. E não é fácil. Mas o clube se estruturou, cresceu muito dentro e fora de campo para chegar neste momento. Precisaremos muito da ajuda do torcedor, lotando o Castelão, dos sócios torcedores, de tranquilidade para trabalhar e de apoio. Confio no nosso 'staff', no nosso treinador, jogadores que ficaram e só traremos aqueles que poderemos confiar. A oportunidade é única, e o planejamento tem que ser cirúrgico. Não é momento de experiências, como contratações-bombas, de jogador de aeroporto, pois a Série A não permite erros para quem espera permanecer lá por muito tempo".

O desafio do Ceará é enorme, já que na última vez que esteve na elite, após o acesso em 2009, permaneceu na Série A em 2010 com o 12º lugar, mas, no ano seguinte, caiu de divisão, na 18ª colocação. Desde 2012 o Vovô buscava retornar à Série A, e finalmente conquistou este ano.

Já mantendo uma base de respeito do elenco que conquistou o acesso, além do treinador Marcelo Chamusca, o Ceará espera trilhar um caminho seguro até a Série A, que se iniciará em maio. Até lá, o Vovô terá iniciado as disputas do Estadual, Copa do Nordeste e Copa do Brasil.

"O ano será difícil, do ponto de vista das competições que enfrentaremos, quatro, em um calendário apertado e por estar disputando uma Série A. Mas antes teremos uma Copa do Nordeste que é nossa prioridade pelo que o Ceará é na Região, sempre protagonista, o Estadual, que a torcida sempre exige o título e a Copa do Brasil que é sempre interessante financeiramente. É organizar um conceito de trabalho com a manutenção do treinador Chamusca, contratar jogadores que possam ser competitivos e ter personalidade para jogar uma Série A. Enfrentaremos duas vezes por semana os maiores times do País", analisou Robinson.

Comprometimento

Com 15 jogadores remanescentes da campanha histórica na Série B, o Ceará espera ter montado uma equipe com comprometimento com o clube em um ano de Série A. Como todos vivenciaram um acesso, com toda dificuldade ao longo das 38 rodadas, a expectativa de jogar a elite nacional pelo Ceará será o grande trunfo para o time cearense.

"Estou muito motivado para 2018 e espero fazer um grande ano com essa camisa. Vou me dedicar ao máximo para conseguir alcançar todos os nossos objetivos. A gente tem noção da responsabilidade que teremos em 2018, que é jogar uma Série A, mas era o sonho de todo esse grupo", disse o meia Ricardinho.

O volante Richardson espera que o grupo consiga outro grande feito para a torcida, que é a um ano inesquecível e a permanência do Ceará na Série A.

"Todo jogador sonha em jogar a Série A e eu terei minha primeira oportunidade, em um grande clube como o Ceará. A minha motivação e de todo grupo é de um ano inesquecível parra o clube e torcida".

A chance de Chamusca

Chamusca
O técnico Marcelo Chamusca terá a oportunidade de comandar o Ceará em um ano de Série A. O treinador de 51 anos terá o seu maior desafio na carreira, pois nunca teve a chance de treinar uma equipe na elite do futebol brasileiro até então. Para chegar até lá, o técnico precisa ter êxito nos campeonatos que virão antes, o Estadual e a Copa do Nordeste, já que a cobrança tende a ser maior por parte da torcida alvinegra, pelo status que o clube terá em 2018.

O que alicerça o treinador baiano é sua trajetória no Vovô. Em 2017, o comandante esteve à frente do time nas últimas 29 rodadas da Série B. O aproveitamento foi de 66,7 % e foi apontado como responsável direto pelo acesso ao dar um padrão tático ao time. "Agora, nós temos um ano desafiador. Mas eu tenho certeza que, junto com o nosso torcedor, temos todas as condições de conquistar títulos e fazer grandes campanhas em todas as competições", disse ele.

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