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O ressurgir e o rugir do Leão no ano do centenário

00:00 · 16.12.2017 / atualizado às 02:23 por Ivan Bezerra - Repórter

Uma quebra na sequência negativa de oito anos de Série C, com o acesso à Série B, é a grande força motriz do Fortaleza para alavancar seus projetos em 2018. O torcedor tricolor terá o gosto de, primeiro, saborear o Campeonato Cearense - única competição do primeiro semestre - já antevendo as alegrias que virão em ver o time atuar pela Série B, na sequência.

A perspectiva do Fortaleza de viver grandes momentos no ano que vem já ajudou sobremaneira o clube em vários aspectos: a semente de paz plantada pelo presidente que conseguiu o acesso no clube, Luís Eduardo Girão, permaneceu na sequência do seu mandato, quando assumiu Marcelo Paz.

bruno melo
Bruno Melo conquistou um lugar especial no elenco,após crescer na Série C de 2017. Agora, ele quer virar ídolo do time (Foto: JL Rosa)

"Eu projeto um Fortaleza muito competitivo dentro de campo, brigando na parte de cima das tabelas das competições que vai disputar, em harmonia com a torcida, que é um ano do centenário, e os bons resultados em campo a gente acredita que vão vir, vão dar essa boa harmonia. E um Fortaleza autossustentável, capaz de buscar receitas próprias e com melhorias estruturais e deixar um legado para os próximos anos", disse o presidente Marcelo Paz.

Patrocinadores

A subida do time contribuiu no aparecimento de novos patrocinadores, sendo um dos principais, o da Caixa, a qual só patrocinaria o clube se houvesse o acesso. Como isso aconteceu, a diretoria do Fortaleza espera que entre janeiro e fevereiro, o clube seja chamado para assinar contrato com a Caixa. A previsão é de que R$ 2,4 milhões sejam injetados pelo banco, como investimento em 2018.

O ano de 2018 se aproxima e o bom momento vivido pelo Leão também propiciou outra situação positiva: o programa de sócio torcedor alavancou durante esse ano, de tal modo que já são 13 mil membros, e o número cresce a cada dia com os programas que foram lançados, como o Leão Pelo Brasil e o Leão pelo Interior. "A nossa previsão é chegar aos 15 mil sócios ainda durante o Campeonato Cearense e, quando começar a Série B, atingirmos 20 mil. Só assim, teremos condição de fazer um time competitivo para atingir os objetivos que traçamos", disse o presidente do Leão, Marcelo Paz. Na esteira do acesso, o Fortaleza também pode tocar outro projeto importante para o clube, que são as reformas do Estádio Alcides Santos para o ano do centenário.

O Conselho Deliberativo montou uma comissão de obras, a cargo do segundo vice-presidente, Rolim Machado, e sua equipe. Engenheiros que também são conselheiros, caíram em campo e já retalharam todo o gramado do Pici para a implantação de um sistema de drenagem, coisa nunca vista no clube.

Também está sendo construído o hotel dos atletas, com nove suítes todas equipadas, o que servirá para que os jogadores se concentrem no local, economizando diárias de hotel.

Futebol

No âmbito do futebol, o clube quer montar um grupo competitivo para chegar à final do Estadual e assim recuperar as competições das quais ficou de fora, como a Copa do Nordeste e a Copa do Brasil.

"É um ano importantíssimo para o Fortaleza depois de tanto tempo na Série C. Você não fica oito anos por acaso, alguma coisa não estava sendo bem feita. Graças a Deus chegou à Série B e tem também o ano do centenário. Não é todo clube que consegue chegar no centenário. E a torcida está ansiosa para que o clube forme uma bela equipe para poder brigar também para subir. Esse acesso do Ceará, para o torcedor normal, gera a rivalidade, todo mundo torce contra o adversário, mas para o futebol cearense foi importantíssimo e para o Fortaleza também, porque o rival é uma referência. Se ele está na Série A, nós temos que chegar lá também", disse Papellin. O clube agradece ao técnico Antonio Carlos Zago por ter sido contribuiu muito para isso.

A fé no mito

ceni
O Fortaleza remou muito para não jogar a Série C no ano do centenário. Apesar de estar fora da Copa do Nordeste e da Copa do Brasil, o principal objetivo de todas as gestões dos últimos 8 anos foi alcançado. O retorno à Série B é a menina dos olhos da Nação Tricolor, ávida de rever a sua agremiação de volta aos tempos de glórias do passado. O principal obstáculo foi superado. De volta ao purgatório da Segundona, após o inferno da Terceirona, o clube deposita os seus esforços na competência e estrela de um campeão mundial. Sob os ombros de Rogério Ceni, se depositou a expectativa e o trabalho de muitos que fazem o Tricolor de Aço. Aliada a essa responsabilidade, Ceni terá também de suportar a sua própria pressão individual, comprovada na visibilidade que o seu nome traz, e a curiosidade e a confiança de que um exemplo de sucesso dentro do campo se torne referência também fora dele.

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