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Mestras do drama

Zilda Eduardo, 90 anos, residente em Guaramiranga, é mestra dramista por meio do programa Tesouro Vivo do Ceará. Fotos: Fernanda Siebra
00:00 · 13.05.2017 / atualizado às 10:39

Nos palcos improvisados, iluminados por lamparinas e decorados com papoulas, surgiam mulheres vestidas de rainhas, ciganas, baianas, floristas ou qualquer outra figura necessária para exibir o drama. Suas roupas eram todas feitas à mão, utilizando papéis coloridos com detalhes laminados, enquanto os seus adornos brotavam de sementes ofertadas pela natureza.

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Com esse cenário e figurinos repletos de simplicidade e criatividade, três cearenses "alimentaram e embalaram" os dramas por várias décadas. Ainda hoje, dona Zilda, de Guaramiranga, Tereza Lino, de Beberibe, e Ana Maria, de Tianguá, continuam zelando e partilhando esta tradição da cultura popular.

Muito além de mães, avós, tias, irmãs, amigas, elas também são as Mestras do Drama que dão nome e vida ao nosso DOC neste Dia das Mães. Consideradas guardiãs da história oral dos dramas representados em diversas regiões do Estado, as três são diplomadas como mestras da Cultura Popular Tradicional, por meio do programa Tesouro Vivo do Ceará.

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