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Fortaleza receberá novo cargueiro em novembro

As cargas para destinos nacionais são processadas pelas próprias companhias aéreas em galpões no Aeroporto. Na foto, terminal da Latam em Fortaleza
00:00 · 07.07.2018

Com a chegada de duas aeronaves Boeings 737-400F no segundo semestre, a Azul Cargo passará a operar a partir de meados novembro voos exclusivamente cargueiros, inclusive na Capital, segundo informou a companhia. Hoje, a operação de cargas da Azul Cargo Express em Fortaleza é feita na barriga das aeronaves mistas (passageiros e carga) da empresa.

Diferentemente das cargas para exportação, as mercadorias para destinos nacionais não precisam passar pela inspeção das autoridades presentes no Terminal de Logística de Cargas (Teca), sendo processadas pelas próprias companhias aéreas em seus terminais próprios, que se localizam na outra ponta do Fortaleza Airport.

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Para o despacho, é necessário apresentar a nota fiscal, além de preencher a Minuta de Transportes. Em seguida, é realizada a pesagem da mercadoria, emissão do CTe (Conhecimento Aéreo de Transporte Eletrônico), etiquetagem e, por fim, procedimentos de liberação fiscal junto à Secretaria da Fazenda, para embarque no primeiro voo disponível para o destino final.

Companhias

A Avianca Brasil opera com o modelo de transporte misto na Capital, onde atua em 25 destinos domésticos e três internacionais (Santiago, Miami, Nova York). Com capacidade de transportar cerca de 700 toneladas por mês, os valores variam com o volume, densidade, destino e características do produto.

Já a Latam Cargo informa que as cargas internacionais mais embarcadas a partir de Fortaleza são pescados, frutas, produtos têxteis, calçados e couros. Parte dos pescados exportados são provenientes de Natal (RN) e têm como destino os Estados Unidos. Os demais produtos exportados são produzidos por empresas baseadas no Estado do Ceará. Os mercados são diversos: Calçados, têxteis e frutas têm como destino o mercado Europeu e o couro é exportado para a Ásia.

"Com a ampliação da sua malha a partir de Fortaleza, a expectativa da companhia é melhorar ainda mais as condições logísticas voltadas ao mercado externo, ampliando a capacidade exportadora do Estado e da região, com aumento no volume embarcado já em 2018", informou a empresa em nota.

Novo processo facilita exportação

No intuito de reduzir prazos e custos e aumentar a competitividade dos produtos brasileiros no exterior, o governo lançou no ano passado o Novo Processo de Exportações do Portal Único do Comércio Exterior. Na semana passada, foi desligado o sistema antigo, Novoex, para a maior parte das operações.

A iniciativa oferece trâmites mais simples para as vendas externas das mercadorias nacionais, com a redução de documentos, etapas e exigências governamentais. A expectativa é que medida alcance cerca de 5 milhões de operações anuais de exportação, envolvendo mais de 25.500 empresas no País.

Quando todas as etapas estiverem implementadas, o governo prevê um incremento de cerca de 7% na corrente de comércio do País e uma redução no tempo médio das operações de comércio exterior de 40%.

A meta é reduzir o tempo de exportação de 13 para 8 dias e de importação de 17 para 10 dias, reduzindo os custos do setor privado. Estudos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) estimam que a redução das despesas pode chegar até 14,5% em relação aos gastos feitos antes.

Declaração Única

A nova Declaração Única de Exportação (DU-E) substitui três documentos utilizados até então para registro e declaração dos embarques, além integrar a Nota Fiscal Eletrônica (NFe).

O novo processo permite ainda que procedimentos que até então eram realizados de forma sequencial (despacho aduaneiro, movimentação de cargas, licenciamento e autorizações) possam ser feitos simultaneamente, gerando economia de tempo para as empresas.

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