Reportagem Novos rumos

Ângela Souza: calmaria à beira-mar

No restaurante Meia Lanranja, Angela Souza reúne a família, formada pelo marido Rui Rocha, e os filhos Nestor, Maria Rita e Tiago Foto: Lucas de Menezes
00:00 · 02.09.2017 / atualizado às 15:38

A vida de Angela Souza, com jeito brejeiro e lindos cabelos cacheados, tomou outro rumo ao conhecer um português de passagem por sua cidade, Santana do Acaraú, na Região Norte do Estado. Em 2002, ela ajudava a mãe numa venda de lanches quando por lá apareceu o empresário Rui Alberto Rocha, que tinha negócios no Estado.

Ficar juntos, então, foi apenas uma questão de tempo. E, em 2003, após temporada à frente de um restaurante na Prainha, em Aquiraz, resolveram morar em Portugal, onde são proprietários de um restaurante.

Aos 38 anos, com muita simpatia, Angela atende a clientela do Meia Laranja, instalado à beira-mar de Mindelo, uma freguesia de Vila do Conde, Norte de Portugal. A rotina é bem puxada, principalmente no verão europeu, quando o balneário recebe turistas de várias partes do mundo.

Por mais que se esforçasse em nos dar atenção no dia em que estivemos lá, ela de vez em quando saía para ajudar o marido na cozinha ou em algum outro serviço. O espaço, além de oferecer almoço e jantar, realiza festas como casamentos e 15 anos: "Faço um pouco de tudo aqui".

No dia a dia, também reserva um tempo para dar atenção aos "meninos": Ana Rita, hoje com 14 anos, filha do casal, e os rapazes José Nestor e José Tiago, frutos de um casamento anterior. "Vivemos muito felizes aqui em Portugal. É claro que nem tudo é perfeito, mas só em termos segurança e estabilidade financeira já é uma enorme vantagem", diz a cearense, que costuma começar o dia olhando para o mar.

Adaptação

Sem nunca ter voltado ao Ceará desde que foi morar no exterior, foi moldando-se aos costumes locais ao longo de 14 anos: "No início, não é mesmo fácil, porém sempre tive o apoio do meu marido". Agora até dá dicas a quem chega do Brasil para tentar a vida em Portugal, mas sugere que nunca venham sozinhos, a não ser que já tenham família ou amigos com a vida já estabilizada".

Essa adaptação de Angela também é visível na maneira de falar, quando intercala expressões tipicamente cearenses a outras portuguesas, como evitar palavras no gerúndio.

Da terra natal, sente saudades de alguns familiares (ela é filha única e seus pais já faleceram), da água quente do mar e de alguns aspectos da cultura. No entanto, não deseja morar no Brasil novamente. Pretende voltar qualquer dia desse a passeio. Falta, ainda, marcar a data.

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