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Alta do dólar favorece exportadores

Eventual inoperância de equipamentos de raio X atrapalha processo, mas manutenção está mais ágil que antes
00:00 · 07.07.2018

A disparada da moeda americana, cada vez mais próxima ao patamar de R$ 4, aliada aos novos investimentos em operações internacionais no Estado tornam o ambiente cada vez mais propício para os empresários cearenses que desejam exportar. De acordo com Thiago Abreu, diretor operacional da CTI Cargo, esse cenário pode proporcionar preços mais acessíveis e menor custo logístico para os produtores, visto que rotas diretas podem ser mais competitivas.

A empresa cearense CTI Cargo atua desde 2005 no mercado de agenciamento de cargas em geral e desembaraço aduaneiro marítimo e aéreo. De acordo com o diretor, alguns dos problemas enfrentados no segmento aéreo são entraves de rotina, como problemas operacionais.

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"Um exemplo é quando o equipamento de raio X do Aeroporto fica inoperante, que temos que desmontar os volumes e usar um raio X menor", explica Abreu, destacando que, desde que Fraport assumiu o Aeroporto, a manutenção dos equipamentos que eram da Infraero tem sido mais ágil que antes.

Ele aponta ainda que as parametrizações (horários para liberação de cargas) da Receita Federal em Fortaleza eram um problema até recentemente, mas que já foi superado. "Tínhamos apenas três opções de liberação por dia, mas, com a chegada da Declaração Única de Exportação (DUE), as liberações de cargas já são automáticas".

Mercado

Abreu aponta ainda que, considerando as ações para facilitar os trâmites logísticos da exportação,"todos estão se mobilizando para facilitar o processo". "A concessionária Fraport também está fazendo um bom papel como facilitador desse processo", avalia o diretor.

No processo, Abreu explica ainda que todas as companhias aéreas que atuam na Capital atendem ao mercado de cargas, porém cada uma delas possui distintas limitações para as mercadorias mediante porte das aeronaves que são utilizadas por elas nas rotas. "Por exemplo, as aeronaves menores possuem mais limitações de dimensões por volume e peso. Com isso, temos de checar caso a caso para verificar a melhor opção para o cliente", explica Abreu.

Mais divulgação

O diretor avalia que o mercado de transporte aéreo de cargas tem potencial para crescer no Estado, mas pondera ser necessário haver mais divulgação das opções de serviços aos quais os produtores podem usufruir. "Também é preciso mais rodadas de negócios, com a vinda de mais interessados em investir em nosso Estado", aponta.

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