Reportagem Terminal

Aeroporto de Fortaleza reforça infraestrutura

00:00 · 14.04.2018

A realização de diversos voos em curto espaço de tempo demandará mais agilidade e organização do Aeroporto Internacional Pinto Martins, ou Fortaleza Airport, para realizar o processamento de passageiros. Para isso, a Fraport afirma estar realizando ações de aperfeiçoamento e otimização dos processos para que o terminal atenda as demandas do hub e ainda disponibilize, em curto prazo, novos voos de forma coordenada.

Porta de entrada dos turistas estrangeiros no País, a área de embarque e desembarque internacional estará em obras quando os primeiros voos à Europa pelo hub forem iniciados, conforme o Diário do Nordeste noticiou com exclusividade no último dia 3. Questionada pela reportagem se essas obras não atrapalhariam o fluxo de passageiros, a operadora informou que todas as obras são coordenadas para evitar impacto operacional.

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Ainda sob impasse judicial, a expansão do terminal de passageiros ampliará a capacidade do Aeroporto a médio e longo prazos. A expectativa é que essa questão seja solucionada após a realização de inspeção judicial no canteiro de obras, no dia 27. Atualmente, a Fraport está impedida pela Justiça de executar demolições ou qualquer procedimento que possa alterar o resultado de possível perícia no local.

Processamento

Para atender a demanda extra, a concessionária afirma que não foi necessário aumentar o número de funcionários do Aeroporto e que informa regularmente as autoridades (como Receita Federal, Polícia Federal e Ministério da Agricultura, entre outros) sobre as demandas de voos. Esses órgãos também devem ser mais pressionados pela maior movimentação, sobretudo internacional, por realizarem o alfandegamento e controle de fronteiras.

De acordo com a Receita, não há previsão de aumento do quadro funcional, uma vez que já foram realizados investimentos na época da Copa do Mundo e das Olimpíadas, como a declaração eletrônica de bens do viajante (e-DBV) e do módulo de reconhecimento facial que identifica por biometria o passageiro pré-selecionado por seu perfil de risco e o encaminha ao canal "bens a declarar".

Segundo o órgão, uma mudança organizacional recente foi a fusão das unidades aduaneiras do Estado. Com isso, segundo o inspetor-chefe da inspetoria do Aeroporto, o auditor-fiscal Carlos Wilson Azevedo Albuquerque, foram criadas a Seção de Vigilância Aduaneira (Savig) e a Equipe de Vigilância e Repressão (EVR) que passam a reforçar a análise de riscos dos novos voos do hub e a vigilância de pista, respectivamente.

A reportagem entrou em contato com a Polícia Federal, responsável pela imigração, e com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que fiscaliza as cargas importadas e exportadas, a respeito da preparação dos órgãos para o aumento da demanda no Aeroporto, mas não obteve resposta até o fechamento dessa edição.

Sala VIP

No entanto, ainda não há definição sobre a implementação de uma sala VIP, um dos pré-requisitos da operação dos voos do grupo Air France/KLM. "Estamos avaliando a viabilidade", informa a operadora.

Produtores atentos a oportunidades

Com o aumento da capacidade de exportação via modal aéreo em até 120 toneladas por semana pelos voos da Air France/KLM à Europa, o setor produtivo já começou a negociar com a companhia para escoar a produção local para o exterior, principalmente do agronegócio.

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Cesar Ribeiro, será realizada em breve uma reunião para entender a demanda específica dos produtores e prepará-los para o início das operações do hub. Um primeiro encontro já foi realizado no mês passado, com a diretora de Cargas da KLM, Renata Branco.

"Embora, o grupo Air France/KLM trabalhe com todos os tipos de cargas, trata-se de uma oportunidade singular para setores de pescados, com a lagosta viva, por exemplo; plantas e peixes ornamentais; além de frutas", destaca Ribeiro. "Quanto maior a atividade do setor produtivo, maiores serão os retornos para o Estado: mais venda, emprego e geração de riquezas".

Adequação

O secretário pondera que as empresas precisam se adequar para atender o cliente internacional não só no Estado, mas enviando também seus produtos para os diversos mercados mundiais.

"Isso inclui ter conhecimento dos mercados, das formas de negociação, das oportunidades de venda, das políticas cambiais e dos processos que envolvem o comércio exterior de uma forma geral", explica o secretário.

Ribeiro ressalta que as oportunidades decorrentes do hub serão refletidas em diversos setores do comércio, da indústria e dos serviços, destacando ainda que o Estado atuará para dar apoio e promover a sustentabilidade desses negócios.

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