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Diálogo e ação

17:10 · 26.04.2018
Robinson de Castro, Presidente do CRC-CE
Robinson de Castro, Presidente do CRC-CE

“Dialogar com a classe de uma forma geral. Tentar unir os profissionais, estreitar o relacionamento com os órgãos públicos, pois fazem parte do cotidiano do profissional da Contabilidade. Trazer conhecimentos, formas diferentes de pensar, aumentando o desenvolvimento individual e coletivo.” A afirmação de Robinson de Castro, Presidente do Conselho Regional de Contabilidade do Ceará (CRC-CE), retrata alguns de seus objetivos à frente da entidade que comanda pela segunda vez – já esteve no cargo entre 1998 e 2001 – e com a qual tem uma profunda ligação, desde que seu avô, Ruy de Castro e Silva, ocupou o lugar (entre 1953 e 1954).

Graduado em Ciências Contábeis pela Unifor, empresário, advogado, perito, auditor, Pós-Graduado em Administração Financeira e em Contabilidade e Controle, Mestre em Controladoria pela UFC, Robinson de Castro foi professor da UFC e da Unifor e é Membro Imortal da Academia de Ciências Contábeis do Estado do Ceará.

Empossado em janeiro para o biênio 2018/2019, o dirigente tem em mente um plano inovador: elaborar o Masterplan da classe contábil, que promete auxiliar os profissionais a se posicionarem diante das novas exigências para a categoria, “mais presente na administração, na gestão, no suporte e até mais no pensar estratégico das organizações do que na parte operacional”, comenta. Nesta entrevista ao Desafios da Contabilidade, Robinson de Castro explica melhor os planos para esta gestão do CRC-CE e detalha sua visão sobre a profissão.

DESAFIOS DA CONTABILIDADE: Quais são os principais objetivos para essa gestão?

ROBINSON DE CASTRO: Dialogar com a classe de uma forma geral. Tentar unir os profissionais, estreitar o relacionamento com os órgãos públicos, pois fazem parte do cotidiano do profissional. Neste início de gestão, realizamos visitas aos órgãos públicos. O objetivo foi abrir diálogo e pleitear demandas da classe contábil. Algumas foram atendidas, justificadas ou estão em atendimento. Por exemplo, fechamos minuta de convênio de cooperação técnica com a Junta Comercial do Estado do Ceará (Jucec), que possibilitará ao setor de fiscalização acessar documentos registrados pela Jucec. Em reunião com o Superintendente da Receita Federal, João Batista Barros, o atendimento prioritário da classe contábil entrou em pauta. A Secretaria da Fazenda também acatou o pleito do CRC-CE e colocou em prática as alterações na emissão do Módulo Fiscal Eletrônico. Precisamos estreitar esse diálogo e criar uma agenda para trazer mais debates. Trazer conhecimentos, formas de pensar diferentes, a fim de que o profissional possa sair da própria caixa, aumentando o desenvolvimento individual e coletivo.

Como está o CRC-CE hoje como instituição representativa da classe contábil?

O CRC-CE é a maior e mais importante entidade do Estado de representação dos profissionais da Contabilidade. Ele faz parte de um sistema nacional do Conselho Federal junto com os Regionais, muito organizado, estruturado, produzindo avanços. O que vai mudar agora é só a visão de futuro. Vamos trabalhar numa nova direção com base no projeto “Masterplan”, de estimular a renovação não só das pessoas, mas das ideias. É uma entidade que tem um potencial muito grande como formadora de opinião. Queremos transformar o Conselho em uma entidade que consiga ter ressonância na sociedade.

Qual a sua visão sobre a profissão contábil hoje?

Vejo um ramo que oportuniza a renda, que, por menor que seja a organização, inevitavelmente vai precisar de um profissional da Contabilidade para oferecer suporte. Isso já é suficiente para dizer que existe um mercado. E precisamos nos reinventar, junto às transformações tecnológicas. Claro que não será do dia para a noite, mas também não é coisa para 5 anos. Até antes disso, estaremos fazendo tudo diferente de hoje. Por isso, estimulamos algumas entidades de classe, como o Sescap, a visitarem empresas de inovação e tecnologia, que alimentam startups, que provocam novas ideias para que possam oxigenar a nossa forma de pensar.
Como será a aproximação do CRC com os profissionais do interior do Estado?

Vamos manter uma agenda para levar mais conhecimento para o interior do Estado, algo que já existe, mas iremos intensificar e queremos estar mais presentes fisicamente. Quero andar pelo interior para interpretar como está a visão, performance e percepção dos profissionais, inclusive como estão sendo vistos dentro de suas localidades. O desejo de participar, de influenciar, percebi que estão mais empoderados. É o tempo, a tecnologia, a informação, a quantidade de faculdades e universidades que se instalaram no interior do Estado e nivelou a todos. Houve um salto grande, mas quero entender melhor
as necessidades.

Que outros objetivos pretende implantar?

Vamos intensificar a modalidade EAD, uma das ferramentas mais importantes de ensino a distância. Ela poderá também ajudar a disseminar essa visão de futuro da profissão, assim como o papel institucional do Conselho. Também ressalto a conclusão da reforma da sede do CRC-CE, que dará mais conforto para quem visita o órgão. Queremos trazer para o cotidiano do Conselho os principais atores do Estado e do País, no “Projeto Troca de Ideias”. Isso vai oxigenar nossos fóruns de debates. Os encontros serão mensais e abertos para a classe. Além disso, manteremos e ampliaremos as rotinas do CRC-CE, no que diz respeito ao papel de fiscalizar, conceder o registro profissional e liderar o programa de Educação Continuada da classe. 

Masterplan

Descortinar um pouco do futuro da profissão e se preparar para ele. De modo objetivo, é esse o objetivo do Masterplan, plano estratégico para a profissão contábil, que está sendo elaborado pelo Conselho Regional de Contabilidade do Ceará. “Pretendemos mapear e diagnosticar as oportunidades e obstáculos, identificar pontos fortes e fracos, para elaborar uma estratégia da profissão, ou seja, como o profissional irá se posicionar na sociedade e qual o novo papel da profissão nas organizações. Certamente, migrará muito da área operacional para a área estratégica, por conta dos avanços tecnológicos”, descreve o Presidente do CRC-CE.

A iniciativa justifica-se porque o profissional da Contabilidade está passando por uma transformação na forma de atuar, “passando a ter mais presença na administração, na gestão, no suporte e até mais no pensar estratégico das organizações”, observa Robinson de Castro.

Para inserir e facilitar o profissional de Contabilidade nessa nova realidade, o Masterplan vai levar o pensar estratégico da profissão como o diferencial da linha de atuação da administração do Conselho. “Procuramos reunir vários grupos da sociedade contábil, como associações, sindicatos, profissionais da área de ensino, na área pública e privada, auditores e empresários”, conta Robinson de Castro. “A ideia é saber como essas categorias enxergam a profissão, os pontos fracos e fortes. Imaginar como seria a profissão daqui a alguns anos e estabelecer uma estratégia de atuação da classe, liderada por essas entidades ou formadores de opinião. É uma proposta ousada, pois serão necessárias reuniões sistemáticas”, descreve o Presidente do CRC-CE.

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