IMUNIZAÇÃO

Vacina contra H1N1: procura em clínicas particulares continua alta

01:00 · 20.04.2018 / atualizado às 01:34
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Uma fila que se iniciava em frente à Clínica de Vacinação Dra. Núbia Jacó, na Aldeota, impressionou pelo tamanho ( Foto: Fabiane de Paula )

A contaminação pela Influenza H1N1 continua gerando medo na população de Fortaleza, inclusive em clínicas particulares, onde o valor da dose chega a custar R$140. Ontem, uma fila que se iniciava em frente à Clínica de Vacinação Dra. Núbia Jacó, na Aldeota, impressionou pelo tamanho e se estendeu por toda a Rua Osvaldo Cruz, até a Rua Maria Tomásia.

Na instituição, todas as vacinas que estariam disponíveis pelo restante do ano de 2018 se esgotaram nos últimos dois dias. Hoje, somente 200 senhas para a dose tetravalente da vacina contra o vírus foram distribuídas. "Não temos condições humanas para abarcar todo esse público. É por isso que acabou", revela o diretor da clínica, o médico João Cláudio Jacó.

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Por lá, as doses tetravalentes para crianças entre 6 e 36 meses estão garantidas. As doses para adultos só deverão ser repostas na próxima terça-feira (24). Na clínica Imunize, que também teve alta procura desde a semana passada, todas as vacinas já se esgotaram, com previsão de chegada para esta sexta-feira (20).

A pediatra e proprietária da clínica, Núbia Jacó, desabafa que a voz anda faltando, "de tanto explicar as contraindicações e sobre reações". "Não se preocupe. Essa (a trivalente) é uma vacina de agente mortos, que foram fragmentados e inativados. Por isso, não vai haver reação", explica a médica aos cinco membros da família Pitombeira, todos prestes a se vacinar.

Atendimento

A técnica de enfermagem Alzenir Guimarães, 62, levou dona Maria Vanir, idosa de quem cuida, e mais quatro membros da família para tomarem a vacina. Todos eles já haviam tentado na terça-feira (17), quando foram duas vezes no mesmo dia na clínica, sem sucesso. Ontem, conseguiram o atendimento de número 169, tendo esperado mais de 3 horas na fila.

"Precisamos nos preocupar, ficar alertas. E assim combater esse vírus. Todo ano nós estamos aqui, neste mesmo período, para nos precaver. Mas nunca foi como esse ano. Está muito mais difícil. Mas não podemos desistir, principalmente tratando-se de crianças e idosos, que merecem ainda mais cuidados", destaca Alzenir. A trivalente é, de fato, uma vacina segura. O Ministério da Saúde adverte que, em geral, as reações são leves, como dor e sensibilidade no local onde se tomou a injeção. Esta modalidade protege o paciente contra os três vírus que mais circularam no Hemisfério Sul: H1N1, H3N2 e B/Phuket/3073/2013.

Diferença

A principal diferença entre ela e a quadrivalente é que a tetra protege também contra a gripe comum. A tri está custando, em média, R$120, enquanto a tetra, R$140. Antes da entrada na clínica, quem conseguiu uma senha insistia com perguntas aos funcionários. Os colaboradores avisavam que, com a ameaça do H1N1, qualquer uma das vacinas servia.

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