Perícia

Técnica agiliza processo de identificação

01:00 · 27.08.2018

Todos os passos no sentido de identificar o paciente só podem ser realizados após a ajuda de um órgão fundamental nesse processo: a Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce). A instituição executa o reconhecimento do paciente por meio das impressões digitais, conhecido como "papiloscopia".

Para identificar os pacientes, são analisadas as dez impressões digitais. Os peritos colhem o material e comparam as marcas com as informações mantidas no banco de dados que aglomera as digitais gravadas nos documentos de identidade da população. É por meio do processo de papiloscopia que o paciente é reconhecido, e assim, a equipe de assistentes sociais podem iniciar a busca pela família.

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Os agentes se dirigem ao local para preencher um formulário com várias informações biométricas do paciente (etnia, cor dos olhos e do cabelo, tatuagens, cicatrizes).

Registro

"Além disso, eu coleto as dez impressões digitais e faço um registro fotográfico nos padrões da Interpol", explica Humberto Quezado, auxiliar de perícia, da Coordenadoria de Identificação Papiloscópica de Pacientes Desconhecidos (CIHPB).

O auxiliar orgulha-se de ser o responsável por implementar o atual procedimento realizado na Pefoce, após inspirar-se em modelos da Cruz Vermelha e Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol).

Contudo, em alguns casos específicos, a papiloscopia enfrenta dificuldades para obter resultados eficazes, como, por exemplo, em pessoas idosas que tiraram o documento de registro geral (RG) há muito tempo e estão sem condições de ceder mais informações familiares, bem como pacientes com transtornos e sequelas psicológicas na mesma situação.

Nesses casos, "quando o paciente não é identificado pela papiloscopia, infelizmente, a gente tem que esperar, por exemplo, ele acordar de um possível coma, ou precisamos fazer um maior trabalho de divulgação da situação", revela Vivianny Bezerra, chefe do Núcleo de Serviço Social do IJF.

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