Revarte

Projeto social incentiva a leitura livre de barreiras

Crianças ocupam a biblioteca da ONG Revart, Resgate dos Valores pela Arte, no bairro Sapiranga ( Foto: Fernanda Siebra )
01:00 · 18.04.2018

As paredes coloridas e contornadas por desenhos na sede do projeto social Resgate dos Valores pela Arte (Revarte), no bairro Sapiranga, já revelam o espaço tomado pela fantasia. Pudera: a Biblioteca Monteiro Lobato, abrigada pelo projeto, carrega a homenagem no nome.

> Leitura ainda exerce fascínio para crianças

Somando os exemplares das prateleiras, dos armários e das gavetas, a Revarte possui aproximadamente 8 mil livros e revistas em quadrinhos, que podem ser acessados pelas crianças e adolescentes inscritos. Para fazer parte do projeto, os jovens devem estar matriculados em uma rede de ensino.

Biblioteca

"Nós temos entre 15 e 60 crianças circulando por aqui todos os dias, mas o total de inscritos, pelo último registro, chegou a 2.710 alunos", revela Naélio Carvalho, administrador do projeto. Ele relembra que, no início, apenas 144 livros compunham o Espaço Monteiro Lobato, um pequeno quarto da casa onde a sede foi instalada. As doações realizadas por parcerias e colaboradores ao longo dos anos deram origem à atual biblioteca. "O principal objetivo do espaço é incentivar a leitura, e nós não temos barreiras. Pode vir de qualquer bairro, ter qualquer religião. O importante é estar matriculado, mas quando não está, a gente tenta resolver. Algumas crianças foram até alfabetizadas aqui", explica o administrador.

Para Alice Domenech, professora e fundadora do Revarte, é difícil manter o gosto dos jovens pela literatura. O esforço, porém, é compensador. "Você vê o aprendizado pela leitura. Nós temos livros maravilhosos, mas o interesse é tão pouco", lamenta.

As programações de televisão deixam de instigar a imaginação da criança, de acordo com a educadora. Ao ensinar e incentivar o hábito de ler, Alice acredita que é possível ensinar, também, a amar. "A leitura é uma forma de tranquilizar. A criança se tranquiliza mexendo no livro, pode fazer com que ela tenha atenção. O melhor jeito é contar histórias e, no processo, saber também a história deles", afirma.

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