EDUCAÇÃO

Programas devem ser contínuos, diz especialista

01:00 · 08.09.2018

No Ceará, a educação para jovens, adultos e idosos deve ser ofertada dentro das redes municipais e da rede estadual de ensino, que garantem, respectivamente, o atendimento da alfabetização ao 5º Ano do Ensino Fundamental, e do Ensino Médio. Os municípios cearenses podem, ainda, aderir ao programa federal Brasil Alfabetizado, implantado em 2003 no território nacional. A iniciativa, segundo a Secretaria da Educação do Estado (Seduc), tem como prioridade atingir comunidades indígenas, quilombolas e do campo.

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Conforme o órgão, dados do Censo Escolar apontavam, em 2017, 36.502 matrículas nas redes municipais e 1.496 na rede estadual. Já a última edição do Brasil Alfabetizado, concluída em agosto deste ano, teve oferta de 1.400 vagas para turmas de alfabetização.

Para a professora Maria José Barbosa, no entanto, a EJA ainda não é tida como política pública contínua nas gestões. A especialista denuncia que, em nível municipal, ainda há dependência em relação às verbas obtidas por meio do programa federal e este vem sofrendo cada vez mais com cortes de recursos.

"Quando os programas vão tendo mais tempo, deixam de ter visibilidade. Começam a cortar gastos e a colocar critérios de número mínimo de alunos e outras convenções que não condizem com nossa pobreza", diz.

A docente destaca que é obrigação dos municípios ofertar vagas para EJA da mesma forma que no Ensino Fundamental. "O problema é que muitos acham que só precisam oferecer educação para criança. E os adultos não reclamam isso para si, não se colocam como cidadãos de direito, até porque se sentem encabulados", salienta.

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