Prédio no centro

Prefeitura negocia fim de ocupação

A Escola Jesus, Maria e José, localizada no Centro, foi ocupada irregularmente em janeiro deste ano

01:00 · 15.08.2018

Um dos patrimônios mais antigos de Fortaleza, a Escola Jesus, Maria e José, localizada na Rua Coronel Ferraz, no Centro, deve ter a atual ocupação irregular retirada por meio de negociações. O prefeito Roberto Cláudio revelou ao Diário do Nordeste, na manhã desta terça-feira (14), que diálogos com atuais residentes estão sendo iniciados. "Nós vamos primeiro iniciar um diálogo com a ocupação que está lá. Em seguida, de imediato iniciar uma ação de restauro de infraestrutura. O prédio tem risco de desabamento", disse o prefeito.

Atualmente, o prédio possui grades enferrujadas, telhas quebradas e pichações. Com 112 anos de existência, o equipamento abandonado abriga famílias independentemente da estrutura comprometida e dos riscos. Conforme o chefe do Executivo municipal, "a primeira ação será a negociação de uma saída amigável com os ocupantes e encaminhar soluções de moradia. Em paralelo, iniciar de imediato ação de prevenção para evitar a queda do prédio. A ideia é que seja restaurado para utilização de uso cultural".

A construção foi considerara patrimônio histórico em 2006. Em 2015, integrou o primeiro conjunto arquitetônico a ser tombado pelo Conselho Municipal de Proteção ao Patrimônio Histórico e Cultural de Fortaleza (Comphic), juntamente com o Colégio Imaculada Conceição, a Igreja Pequeno Grande e a Escola Justiniano de Serpa.

A Escola Jesus, Maria e José é propriedade da Arquidiocese de Fortaleza e foi dada cessão de uso à Prefeitura em 2008. Sua inauguração aconteceu no dia 22 de janeiro de 1905 por iniciativa do então bispo de Fortaleza, Dom Joaquim José Vieira, que tinha a proposta de educar e evangelizar crianças carentes. Eram ministrados estudos práticos da escrita, da matemática e da leitura.

Famílias

O prédio da antiga foi ocupado pelo grupo Ocupação Gregório Bezerra, da Unidade Classista Ceará, em janeiro deste ano. Na ocasião, 78 famílias se deslocaram até o prédio abandonado, onde partilham de uma cozinha e um banheiro coletivo.

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