SÍNDROME DE DOWN

Pais lutam pela inclusão social

00:53 · 17.03.2008
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A Associação Inclusiva de Fortaleza - Existir deu, início, ontem às comemorações do III Dia Internacional da Síndrome de Down, celebrado no dia 21 deste mês. Cerca de 30 crianças portadoras da doença, acompanhadas de pais, parentes e amigos, tiveram uma tarde de muita diversão na Praça dos Estressados, no calçadão da Avenida Beira-Mar.

De acordo com fundador da ONG Existir, Domingos Timbó, as comemorações foram antecipadas em virtude da Semana Santa. Ele lembra que a associação surgiu através da dificuldade que os pais tinham de encontrar um espaço para discutir os desafios a serem enfrentados e para buscar o melhor desenvolvimento para seus filhos. “A inclusão social ainda é o nosso maior desafio. No Ceará, esse processo ainda está engatinhando”, afirmou.

Hoje, a Existir trabalha com 27 crianças especiais, oferecendo tratamento de fonoaudiologia, fisioterapia, terapia ocupacional, psicológico e psicopedagógico. “Nós trabalhamos com as crianças e com os pais, que são parte fundamental para a inclusão dos filhos”, comentou Ana Carolina Mendonça, fonoaudióloga da ONG.

Ela relata que os pais dedicam as duas vidas em função dos filhos, mas também precisam de momentos para eles, havendo a necessidade de um trabalho continuado. “A fala e a alfabetização dos filhos é o grande sonho dos pais de crianças com Síndrome de Down”, disse Mendonça.

Para Ivanira Alencar, mãe de Larissa, 7 anos, o desenvolvimento da filha melhorou muito desde que ela passou a freqüentar a Associação Existir. “O tratamento com fonoaudiologia e com terapia ocupacional são fundamentais para minha filha, que estuda numa escola regular. Já fazem três anos que nós vamos à Existir”.

O fundador da ONG lembra que a Existir não recebe nenhuma ajuda governamental, sendo custeada pelos pais.

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