REFORÇO PARA CAMPANHAS

Pacientes lançam informativo sobre diabetes e hipertensão

04:10 · 18.12.2003
( Cid Barbosa )
Por mais que campanhas de esclarecimento público sejam realizadas, são crescentes as complicações geradas pela diabetes e hipertensão. Foi com o objetivo de fazer mais um alerta para o problema que pacientes do Programa Reviver, mantido pelo Centro de Saúde Floresta, lançaram ontem, numa passeata pelas ruas deste bairro, o informativo “Dihatenção”.

Com dicas de serviços; tratamento clínico e social; práticas físicas e de reintegração; agenda do Reviver; tópicos que valorizam emoções e sentimentos; entrevistas com personalidades e serviços de cidadania, o jornal chega junto com a campanha do Abraço - “Abrace a causa da hipertensão arterial e diabetes”.

A programação constou não somente de passeata, mas também de distribuição de outros materiais educativos e verificação de pressão e glicemia. A campanha, lembra a terapeuta ocupacional Jaqueline Sales, chega no momento em que a população começa as comemorações de fim de ano.

Nessa época, na opinião dela, normalmente são cometidos exageros alimentares que podem agravar problemas de saúde enfrentados pelos portadores dessas doenças.

Aos 60 anos, a dona de casa Maria Lindalva da Silva Sousa faz parte do programa há apenas seis meses. Nesse período, porém, já sentiu mudanças significativas em sua vida. “Antes eu vivia depressiva em casa; agora me sinto bem melhor”, disse.

RIGIDEZ - No mês passado, a Associação Americana de Diabetes lançou um documento com diretrizes mais rígidas para o diagnóstico da doença. A partir delas, para que a taxa de glicose no sangue de um paciente em jejum seja considerada normal, ela tem que ser inferior a 100 miligramas por decilitro de sangue.

Antes, valia a resolução de 1997, que considerava normal a dosagem de até 110 miligramas. Com a revisão dos valores, em índices de 100 para cima e até 125 miligramas por decilitro de sangue, o diagnóstico é de pré-diabetes, parâmetro que faz o número de brasileiros pré-diabéticos saltar de cinco para cerca de seis milhões.

No Brasil, embora ainda não seja oficial, esse critério já vinha sendo adotado pelos programas preventivos de controle do diabetes. “Com resultado 100, o paciente já é encaminhado para orientação médica”, resume a enfermeira do Centro de Saúde Floresta, Socorro Sampaio.

Entre as complicações mais devastadores do diabetes estão o infarto, derrame, insuficiência renal, cegueira, amputação de pés e até pernas e impotência sexual.

Com o resultado do exame de glicemia em jejum igual ou maior que 100, deve-se adotar imediatamente medidas preventivas, como deixar a vida sedentária, manter alimentação saudável e perder peso. Somente se essas medidas não forem suficientes, o médico recomenda medicamentos.

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