Em canteiro de obras

Três famílias ocupam abrigos improvisados na praça da Igreja Cristo Rei, na Aldeota

Ocupação começou quando o canteiro de obras do Metrô de Fortaleza no local foi desfeito; barraco foi construído com restante de materiais.

Uma das “casas” é o antigo refeitório dos operários. Lá vivem duas famílias ( Foto: Natinho Rodrigues )
11:17 · 14.06.2018 / atualizado às 12:32
As famílias ocuparam o local quando o canteiro de obras do Metrô de Fortaleza no local foi desfeito ( Foto: Natinho Rodrigues )
Outro barraco foi construído a partir de tapumes, vigas e lonas deixadas pela antiga obra ( Foto: Natinho Rodrigues )

Três famílias ocupam dois abrigos improvisados na praça da Igreja Cristo Rei, no bairro Aldeota, desde o fim do ano passado, quando o canteiro de obras do Metrô de Fortaleza no local foi desfeito. Os habitantes dormem em colchões velhos e usam os bancos da praça como varal para secar roupas.

Uma das “casas” é o antigo refeitório dos operários. Lá vivem dois núcleos da família de Cícero Romão, 53, que trabalha como flanelinha nas imediações da praça, segundo ele, há mais de 20 anos. Outro barraco foi construído a partir de tapumes, vigas e lonas deixadas pela antiga obra. Nesse espaço, moram a ex-esposa e dois filhos dele.

Segundo Cícero Romão, eles se mudaram de uma área de risco no bairro Luciano Cavalcante depois de alguns “problemas” (sem entrar em detalhes) e, hoje, sobrevivem do apoio financeiro e da doação de donativos de pessoas que frequentam a região.

Duas assistentes sociais da Secretaria Municipal do Desenvolvimento Habitacional de Fortaleza (Habitafor) estiveram no local, na manhã desta quinta-feira (14), para verificar a documentação dos moradores e propô-los a adesão ao Programa de Locação Social (PLS) .

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Uma das “casas” é o antigo refeitório dos operários. Lá vivem duas famúlias família. Foto: Natinho Rodrigues

Suporte

De acordo com a Lei Nº 10.328/2015, as famílias atingidas por desastres que ficaram sem condições de habitabilidade e que não disponham de meios materiais e financeiros para adquirir ou alugar uma moradia segura recebem um auxílio financeiro de R$ 420, por período determinado.

A Secretaria dos Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SDHDS) também informou, em nota, que vem acompanhando a situação das três famílias que estão ocupando os abrigos. Segundo a Pasta, as famílias foram encaminhadas para o Centro Pop e tiveram acesso à documentação civil, atualização cadastral do Bolsa Família, encaminhamento para saúde e acolhimento institucional. Também afirmou que as crianças estão matriculadas na Escola São Rafael, na Praia de Iracema. 

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