Ofício protocolado

Três dias antes de incêndio nos Correios, Sindicato denunciou má estrutura de Centro de Triagem

De acordo com a Sintect-CE, os extintores de incêndio estavam vencidos, a fiação do local estava exposta e a plataforma de descarga não estava funcionando

16:57 · 14.02.2018 / atualizado às 16:58
incendio
De acordo com o Sintect-CE, o local contava com vários problemas estruturais ( Foto: Carol Kossling )

O Centro de Triagem de Cartas e Encomendas dos Correios (CTCE Fortaleza), que pegou fogo na tarde da última terça-feira (13), "tinha não uma, nem duas, mas várias denúncias estruturais", segundo um dos diretores do Sindicato dos Trabalhadores em Correios, Telégrafos e Similares do Estado do Ceará (Sintect-CE), Avelino Rocha. De acordo com ele, três dias antes do acidente, na sexta-feira (9), o Sindicato protocolou um ofício reivindicando problemas estruturais de risco, como fiação elétrica exposta, extintores de incêndio invalidados, cadeiras rasgadas e expostas e o não funcionamento correto da plataforma de descarga. Além disso, a CTCE contava com sérios problemas de climatização, sendo muito quente. 

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"É uma unidade triste, sempre foi problemática. Só essa questão da climatização, tem cinco anos que reivindicamos, os outros problemas são recorrentes. A plataforma de descarga não estava funcionando e os funcionários estavam apoiando ela com palets de madeira, podendo despencar a qualquer momento e o trabalhador cair com a carga em cima dele". 

Sobre os trabalhadores, Avelino afirmou que alguns foram direcionados para o CLI, Unidade dos Correios no Eusébio, mas o local não oferece boas condições de trabalho por ser apenas um galpão com um banheiro. 

Prejuízo

De acordo com o Sintect-CE, até então não tem como calcular o prejuízo que a empresa teve com cartas e encomendas incendiadas, já que o local recebia cartas do Ceará, Piauí e Maranhão. "Não tem como calcular porque o trabalho dos bombeiros não encerrou", destaca o diretor, afirmando que a indenização depende do produto e da investigação a ser realizada pela Perícia.   

A equipe de reportagem tentou entrar em contato com a assessoria de imprensa dos Correios-CE, mas até o momento as ligações não foram atendidas. 

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