Influenza

Sesa confirma 7 casos e 3 mortes por H1N1 no Ceará

Dados se referem ao período de 1º de janeiro a 14 de abril deste ano. Campanha de vacinação terá início no próximo dia 23 em todo o País

18:00 · 17.04.2018 / atualizado às 18:28
Influenza
De acordo com a Sesa, a campanha nacional de vacinação contra a influenza deve ter início no próximo dia 23
H1N1
Arte mostra como se prevenir contra a doença (clique para ampliar)

O Ceará tem, até o momento, 7 casos confirmados de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) provocada pelo vírus A H1N1. Segundo informações da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), três pessoas morreram em face da doença neste ano. Além destes, o Estado também contabiliza um caso de SRAG causada pelo vírus influenza B. 

Os dados são referentes ao período de 1º janeiro a 14 de abril deste ano. Em 2017, o Ceará registrou 36 casos de SRAG por influenza (vírus A H1N1 e B) e cinco óbitos. 
 
Diante do cenário epidemiológico observado, a Secretaria orienta aos profissionais de saúde que sejam notificados todos os casos internados ou aqueles que tenham evoluído para óbito. 
 
De acordo com a Sesa, a campanha nacional de vacinação contra a influenza deve ter início no próximo dia 23 e seguirá até 1º de junho. O dia 12 de maio será o dia "D" de mobilização nacional. 
 
Fazem parte dos grupos prioritários da imunização crianças de 6 meses a 5 anos de idade; trabalhadores de saúde; gestantes; puérperas; população indígena; idosos de 60 anos ou mais; portadores de doenças crônicas; adolescentes e jovens sob medidas socioeducativas; funcionários do sistema Prisional. 
 
Ao todo, cerca de 2,2 milhões de doses serão distribuídas para os 184 municípios cearenses. A meta da Sesa é atingir 90% de cobertura vacinal entre os grupos prioritários.
 
 População também busca clínicas particulares
 
Temendo a transmissão pelo vírus H1N1 e com pressa por uma imunização, muitas pessoas têm procurado clínicas particulares e, mesmo assim, enfrentado filas e tempo de espera. Na Clínica de Vacinação Dra. Núbia Jacó, na Aldeota, desde sábado (14), estão sendo distribuídas, em média, 700 vacinas. O normal é de 70 unidades por dia.
 
“O que temos percebido é que muita gente, a grande maioria com crianças, vêm com bastante pânico. No começo identificamos muitas fake news, mas é importante não esquecer de que este vírus realmente não é inofensivo”, explica o Dr. João Cláudio Jacó, diretor da clínica.
 
Segundo o diretor, a clínica abriu no último domingo (15) e provavelmente também atenderá no próximo (22). Sempre neste período de chuvas, ele conta que o espaço recebe esse número maior de pacientes, a grande maioria com crianças. Ele ressalta que o atendimento na instituição é de 10 minutos para espera e mais 10 para o momento da vacina em si.
 
No entanto, a paciente Marilene Costa e Silva, 63, esperava há meia hora quando falava com a reportagem. “Vou esperar, mesmo ainda tendo 100 pessoas na minha frente. Vou esperar porque estou preocupada”, conta a senha número 303.
 
Na clínica Imunize, ao meio dia as doses já tinham acabado. A empresária Rachel Cavalcante levou os dois filhos, de três e oito anos, para tomarem a vacina. “Estamos aqui por causa do pânico. Não queremos passar por isso. É mais por medo mesmo”, relata. Nesta clínica, as doses só retornarão ao número normal na sexta.
 
O empresário Eduardo Filomeno levou o pequeno Rafael, 3, para tomar pela segunda vez a vacina contra o H1N1. Teve sorte ao pegar uma das 40 doses restantes da manhã, mas não conseguiu uma para si mesmo, só para o filho. “A prioridade é ele”, resume. O preço nas duas clínicas é de R$140.

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