Em 2016

Registros de nascimentos recuam 5,1% no CE, a primeira queda desde 2013

Segundo o Registro Civil, divulgado nesta terça-feira (14) pelo IBGE, 124.801 pessoas nasceram no Estado no ano passado

A curto prazo, a queda de nascimentos registrados no País pode ser atribuído à epidemia de zika e à crise econômica que se abateram sobre o Brasil em 2016 e que podem ter levado muitas mulheres a adiar os planos de maternidade ( Foto: Nah Jereissati )
11:00 · 14.11.2017 / atualizado às 12:26

O número de nascimentos registrados no Ceará recuou 5,1% no ano passado, informou nesta terça-feira (14) o Registro Civil, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Conforme o levantamento, no ano passado 124.801 pessoas nasceram no Estado, quase 7 mil a menos do que os 131.522 nascimentos de 2015. Trata-se da primeira queda desde 2013, quando a natalidade total em território cearense foi de 122.401.

Ainda conforme o IBGE, somente em Fortaleza foram registrados 36.268 nascimentos em 2016, um número 5,74% inferior ao de 2015, que foi de 38.352. Além da Capital cearense, os municípios de Caucaia (4.730) e Maracanaú (3.998), ambos na RMF, também tiveram números significativos de natalidade no ano passado. No Interior, Juazeiro do Norte (3.369) e Sobral (3.265) foram os principais destaques.

Tendência nacional

Nacionalmente, as estatísticas do Registro Civil revelaram, pela primeira vez, queda de 5,1% nos nascimentos em todas as regiões do País, mostrando que o recuo registrado no Ceará foi um tendência ao longo do ano passado. A curto prazo, o fenômeno pode ser atribuído à epidemia de zika e à crise econômica que se abateram sobre o Brasil em 2016 e que podem ter levado muitas mulheres a adiar os planos de maternidade.

Um dos locais que apresentaram maior redução foi Pernambuco, com menos 10%. O Estado foi um dos principais focos da epidemia de zika. A longo prazo, o número aponta para uma tendência de envelhecimento progressivo da população brasileira. De acordo com previsões do próprio IBGE, o número de pessoas acima dos 64 anos no Brasil deve passar de 16 milhões, em 2015, para 48 milhões, em 2050.

A pesquisa mostrou também que o número de casamentos civis registrou um decréscimo de 3,7% em geral. As exceções foram no Sudeste e no Centro-Oeste, onde houve aumento no número das uniões homossexuais. Os divórcios subiram 4,7% em 2016.

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