por dignidade

Pessoas em situação de rua realizam ato no Centro

O ato foi realizado no "Dia Nacional pela vida e dignidade da população em situação de rua", lembrando em todo o Brasil pela chacina que vitimou, em 2004, sete pessoas nas ruas de São Paulo

15:12 · 19.08.2018 / atualizado às 15:27
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Na programação, café da manhã, atividades culturais, oficinas de redução de danos e levantamento das demandas da população de rua ( Foto: Pastoral do Povo da Rua )

População em situação de rua e militantes da causa se concentraram, neste domingo (19), em um ato pelo "Dia Nacional pela vida e dignidade da população em situação de rua", lembrando em todo o Brasil pela chacina que vitimou, em 2004, sete pessoas nas ruas de São Paulo.

O "Ato pela vida 2018", realizado na Praça do Liceu no Centro de Fortaleza, denunciou a ausência de políticas públicas que assistam esta população, como no âmbito de saúde, moradia e bem-estar. As demandas dão conta de que não existem banheiros públicos, restaurantes populares e da precariedade no atendimento à saúde.

Remoções também representam um problema constante para essa população, em uma demonstração da falta de diálogo com o poder público. Há ainda o agravamento de doenças como tuberculose e infecções sexualmente transmissíveis. 

"O que há é um desmonte de políticas que atinge diariamente essa população. Eles querem e precisam, sobretudo, de acolhimento, aluguel social fazem parte apenas de um momento de transição, mas não garante autonomia, privacidade a eles. A luta de hoje é por cidadania e dignidade", pontua Fernanda Gonçalves, da Pastoral do Povo da Rua.

Na programação, café da manhã, oficinas de redução de danos e levantamento das demandas da população de rua, além de um momento cultural, com direito a músicas e apresentações. 

Nesta segunda-feira (20), um cortejo está sendo mobilizado e planejado para sair do Centro Pop do bairro Centro, e seguir pela Avenida Aguanambi. "É preciso garantir direitos fundamentais desse povo. Não teremos paz com tanta desigualdade e preconceito", complementa Fernanda. 

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