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Nova avenida liga bairros Jardim das Oliveiras e Luciano Cavalcante

A nova via, inaugurada neste sábado (12), é uma das intervenções da Operação Urbana Consorciada (OUC) Sítio Tunga

16:11 · 12.05.2018 / atualizado às 17:02
Nova avenida
Os 960 metros de via asfaltada da avenida Léa Pompeu contam com canteiro central, ciclovia bilateral e nova iluminação ( Foto: Cid Barbosa )

Os bairros Luciano Cavalcante (Regional II) e Jardim das Oliveiras (Regional VI) agora estão interligados por um trecho de 960 metros de via asfaltada da avenida Léa Pompeu, com canteiro central, ciclovia bilateral, sinalizada e nova iluminação.

A nova avenida é fruto da Operação Urbana Consorciada (OUC) Sítio Tunga. Foi inaugurada neste sábado (12) pelo prefeito Roberto Cláudio, acompanhado de titulares de secretarias que atuaram no projeto.

A OUC Sítio Tunga é uma parceria público-privada firmada entre empreendimentos imobiliários, que terão a obrigação de implantar, na cidade, habitações de caráter social e viabilizar um parque público municipal. 

Segundo a Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma), caberá à Prefeitura “adequar o parâmetro urbanístico do local, permitindo a construção de um empreendimento que contará com unidades familiares, comerciais e de serviços”.

A titular da Seuma, Águeda Muniz, afirma que a obra gera transformações urbanísticas, ambientais e sociais. “Haverá uma percepção diferenciada da comunidade que mora no entorno”, destaca.

“Acreditamos que a cidade é feita pelo Poder Público e pela sociedade. Nada mais justo que os dois trabalhem em conjunto”, complementa Águeda, ampliando as responsabilidades a partir da parceria.

Mobilidade

A nova facilitará o acesso aos bairros e também contribuirá para desafogar o fluxo de vias alternativas para o acesso à Avenida Washington Soares, aproximadamente na altura do Fórum Clóvis Beviláqua. 

“Uma ligação importante de duas vias que já existiam e que podem trazer mais oportunidade e fluxo de tráfego à avenida. Essa via aqui vai até a José Leon”, conta a secretária de Infraestrutura de Fortaleza, Manuela Nogueira. 

Manuela afirma que as OUCs levam desenvolvimento econômico, urbano e visibilidade ao trecho. Quem mora próximo à nova estrutura concorda. A dona de casa Rita Aparecida tem 52 anos de estadia no local. “Antes era só uma ruazinha estreita, cheia de lixo e insegura. Agora, valoriza o bairro, facilita pra todo mundo”, comemora.

A cantora gospel Geny Pacheco temia casos de violência diante de um ambiente hostil que já presenciou até mesmo homicídios. “A gente não podia passar porque corria risco. A nova via mudou tudo”, resumiu.

Parceria

Os primeiros estudos sobre a Operação Urbana Consorciada Sítio Tunga foram feitos antes de 2009, mas o projeto foi aprovado apenas em 2011. O termo de convênio foi assinado dois anos depois, em 2013. 

A demora registrada no andamento do caso é justificada em questões burocráticas relacionadas à desapropriação dos terrenos que cercavam o espaço.

A cidade já conta com outras OUCs, como o Parque Otacílio Teixeira Lima Neto, o Parque do Rio Maceió, com 22 mil metros quadrados, e o entorno da Lagoa do Papicu. 

Um documento sobre as ações cita que "foram realizadas obras de mobilidade urbana, requalificação do recurso hídrico, drenagem e a implantação da praça Estrigas e Nice”.

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