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Motoristas da Uber e similares apresentam prioridades para regulamentação em Fortaleza

Para o vereador Guilherme Sampaio, a regulamentação deve vir para resolver os conflitos e manter este serviço ativo

17:36 · 12.03.2018 / atualizado às 18:13
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Reunião entre a Comissão de vereadores e os representantes dos motoristas de aplicativo foi a 1ª após a aprovação pela Câmara dos Deputados. ( FOTO: Reprodução )

A 1º reunião da Comissão Especial de Análise do Transporte Individual Privado, da Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor), e dirigentes da Associação dos Motoristas Privados Individuais de Passageiros do Estado (Ampip) terminou na tarde desta segunda-feira (12) com pontos prioritários a serem discutidos junto à Prefeitura.

Entre as quatro prioridades acertadas entre os líderes da categoria e a Comissão estão: não limitação do número de carros cadastrados; tributação razoável; idade dos veículos de até 10 anos; e liberação de placas de outro município.

“A reunião foi bastante produtiva. Foi um encontro em que os motoristas apresentaram os pontos principais que nós não devemos descuidar”, disse o vereador Guilherme Sampaio (PT). 

Sobre a tributação, que já foi anunciada para entrar em pauta pelo prefeito Roberto Cláudio, Sampaio explica que as discussões se baseiam nas experiências do País, como a de São Paulo, onde é cobrado 10 centavos a cada quilômetro rodado ou ainda a ideia de taxa de 1% sobre o valor total. Porém, em seu Projeto de Lei, ele defende que a tributação seja de 5% em cima dos 25% cobrados pela Uber ao motorista.

Para o presidente da Ampip, Antônio Evangelista, a discussão sobre tributação deve ser bem cuidadosa. “Precisamos observar bem o contexto deste pontos. Eles são os que impactam diretamente na população e no motorista, porque isto pode inviabilizar o serviço”, comentou.

Quanto à limitação do número de veículos da Uber e similares, o vereador petista acredita que definir um número máximo seria como tornar o serviço semelhante ao de táxi. Já quanto à liberação de carros com placas de outros municípios, deve-se à questão de veiculos alugados, que, em parte dos casos, são registrados em outros locais.

“Essa regulamentação não é para criar obstáculo, essa regulamentação é para resolver de vez os conflitos e manter este serviço que tem tido uma aceitação muito boa por parte da população de Fortaleza”, salientou o vereador.

As propostas apresentadas pelos dirigentes à Comissão Especial de Análise do Transporte Individual Privado serão levadas para a mesa do prefeito Roberto Cláudio já nesta segunda quinzena de março. A intenção é unir com as exigências já apresentadas pelos taxistas.

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