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Ministério do Trabalho encontra 11 operários trabalhando em condições de escravidão

Eles trabalhavam em uma construtora e iam durante a noite para um prédio abandonado na Avenida Rogaciano Leite, apenas para dormir

13:29 · 12.07.2018 / atualizado às 20:42
trabalho escravo
No apartamento abandonado, dormiam em redes em locais improvisados. O local foi construído pela própria empresa, mas as obras foram interrompidas por falta de verba há cerca de 15 anos ( Foto: Divulgação / MPT )

Quatro auditores fiscais do Ministério do Trabalho, uma procuradora do Ministério Público do Trabalho (MPT) e agentes da Polícia Federal encontraram onze operários da construção civil vivendo em condições análogas ao trabalho escravo, nesta quarta-feira (11) em Fortaleza.

Eles trabalhavam em uma construtora e iam durante a noite para um prédio abandonado na Avenida Rogaciano Leite, apenas para dormir, após jornadas de 10 horas de trabalho

Os homens eram destacados para obras, reformas ou construções ao redor da cidade, recebendo de 1 a 2,5 salários mínimos. No apartamento abandonado, dormiam em redes em locais improvisados.

Um vigia é garantido pela gerência da empresa. Ele trabalha de 6h da manhã às 18h e também dorme no prédio. A água e a energia também são assegurados pela construtora, mas relatos de um dos moradores dão conta de que ambos os serviços caem com frequência.

Há pelo menos sete anos esses trabalhadores viviam desta maneira. Eles, advindos de locais como Beberibe, Aracoiaba e Baturité, não tinham como pagar aluguel e retornavam aos interiores às sextas. 

O Ministério do Trabalho se reuniu com a empresa envolvida e agora trabalha na questão dos direitos e verbas rescisórias que os operários vão receber, referentes ao sete anos de trabalho, além de três parcelas de seguro desemprego concediso especialmente a este caso.

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