Dionísio Torres

Manifestantes realizam ato em defesa da Petrobras e dos trabalhadores

Apesar de ser declarado como um ato Pró-Dilma, o ato também criticou as medidas provisórias da presidente Dilma Rousseff que interferem nos direitos trabalhistas

10:40 · 13.03.2015 / atualizado às 10:48

Atualizado às 12h50

Manifestantes se reuniram na manhã desta sexta-feira (13) na Praça da Imprensa, no bairro Dionísio Torres, em um ato em defesa dos direitos dos trabalhadores e da Petrobrás. Membros de diversas entidades, como Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), participam do ato, que ocorreu de forma pacífica.

Apesar de ser declarado como um ato Pró-Dilma, a própria CUT também criticou as medidas provisórias da presidente Dilma Rousseff, em relação aos direitos dos trabalhadores. “Estamos aqui em um ato simbólico em defesa da Petrobrás. Quem cometeu algum tipo de corrupção precisa ser punido, mas os trabalhadores devem ser preservados. Defendemos também a democracia, pois demoramos muito a chegar até aqui e não queremos retroceder”, afirmou a presidente da entidade, Joana Almeida.

Por volta de 10h50, os manifestantes seguiram em passeata pela avenida Desembargador Moreira em direção a Assembleia Legislativa. A quantidade de pessoas presente foi estipulada em mais de 3.000 pelos organizadores. Já a Polícia Militar falou em cerca de 500. O trânsito foi bloqueado na via, mas agentes da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) fizeram desvios à medida que o protesto se deslocava e, apesar do incômodo, não foram registrados grandes engarrafamentos.

O ato foi pacífico e não houve momentos de tensão. Um grupo de jovens chegou a pichar a parede de um posto de gasolina e o Batalhão de Choque da Polícia Militar chegou a ser acionado. Mas não houve conflitos. 

Como parte do movimento, ainda nesta sexta-feira, a partir das 15h, será realizado na Assembleia Legislativa um debate com o jurista tocantinense Marlón Reis, um dos fundadores do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral.
 
O ato Pró-Dilma acontece em 26 estado do País. Já no próximo domingo (15) estão programadas novas manifestações, desta vez contra a presidente Dilma Rouseff. Em Fortaleza, a reunião está marcada para ocorrer na Praça Portugal.

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