fortes ventos

Jangada naufraga em alto mar com quatro pescadores a bordo

Todos os tripulantes já foram resgatados e apresentam boas condições de saúde, segundo a Capitania dos Portos

O capitão dos portos do Ceará, Madson Cardoso Santana, confirmou preliminarmente que não há desaparecidos e a condição de saúde dos pescadores é boa
10:54 · 13.09.2018 / atualizado às 11:21

Uma jangada com quatro pescadores naufragou nesta quarta-feira (12) durante atividade em alto mar. Os homens, ainda não identificados, estavam a bordo de uma jangada que não resistiu às condições meteorológicas. A tripulação havia saído da costa na manhã da terça-feira (11), na Praia Arpoador, no Pirambu. Segundo a Capitania dos Portos do Ceará (CPCE), o resgate aconteceu no entorno das 20h da quarta por uma embarcação de apoio da plataforma da Petrobras, que seguiu para a base de Paracuru.

O capitão dos portos do Ceará, Madson Cardoso Santana, confirmou preliminarmente que não há desaparecidos e a condição de saúde dos pescadores é boa. "Isso vai ser fruto de inquérito nosso. Hoje a gente vai apurar com a Colônia dos Pescadores de Fortaleza (Copeafor). Já temos alguns dados, mas aí a gente vai ter que levantar com calma. O importante é saber que eles estão bem", relatou.

Segundo o representante da CPCE, a partir do início do segundo semestre as condições climáticas ficam "bem severas por causa da ação dos ventos", circunstância que segue até novembro ou mesmo meados de dezembro. 

Madson Cardoso Santana afirma que os pescadores recebem orientações antes de entrarem no mar, principalmente os que atuam em jangadas. A recomendação é verificar "se as condições da jangada estão tudo ok, se os materiais de segurança tático - principalmente boia - estão disponíveis, se todo o pessoal que está embarcando pra fazer a pesca está habilitado e qualificado, além de respeitarem o limite da distância que podem ir pra fazer a pesca", ressalta.

Segundo informações da Copeafor, os pescadores estavam na Jangada São João, embarcação desconsiderada pequena, com 31 palmos, equivalente a pouco mais de sete metros.

A CPCE estipula um período de até 90 dias para a conclusão do inquérito, independente se há ou não vítimas. Dependendo da complexidade do caso, a partir das condições de acesso às informações e do levantamento realizado pelos peritos da entidade, o prazo pode ser menor.

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