PICI

I Jornada Cearense de Foguetes classifica estudantes para campeonato no RJ

Ao todo, 70 foguetes desenvolvidos por cerca de 250 estudantes dos níveis fundamental, médio e superior devem percorrer, pelo menos, 100 metros.

23:19 · 16.05.2018 / atualizado às 23:25
Foguetes na UFC
Competição foi realizada na Universidade Federal do Ceará (UFC). ( Foto: Helene Santos )

Um longo descampado, logo atrás do novo restaurante universitário da Universidade Federal do Ceará (UFC), no Pici, recebe a I Jornada Cearense de Foguetes, uma competição especial e quase espacial. Ao todo, 70 foguetes, desenvolvidos por cerca de 250 estudantes dos níveis fundamental, médio e superior, são lançados no campo, em posição de 45º a 60º, com a missão de percorrer, pelo menos, 100 metros.

A medida é o índice necessário para a classificação das equipes que irão participar, em novembro, da 13ª Jornada de Foguetes na Barra do Piraí (RJ). Todavia, a marca não é o mais importante no experimento, garante o coordenador do Grupo de Desenvolvimento Aeroespacial (GDAE), Claus Wehmann. “O objetivo é empolgar a criançada a estudar essa área e divulgar da melhor forma possível. Quando você vê um foguete voar e percebe a explosão de alegria deles, o objetivo foi alcançado”, resume o físico, enquanto dezenas de estudantes ainda remexiam e readaptavam as estruturas montadas. 

Conhecimentos

A atividade teve a presença do coordenador da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica, João Batista Canalle, que desmistificou o sistema usado. “O vinagre e o bicarbonato de sódio vão gerar um gás, que vai pressurizar o conteúdo da garrafa pet”, explica.

Para o desenvolvimento dos protótipos, os jovens lançam mão de conhecimentos em química, biologia, física e matemática. Representavam as áreas, por exemplo, os professores Álvaro Freitas, Ticiano Rodrigues e Emanuel Oliveira, responsáveis por estudantes da Escola Estadual de Educação Profissional Joaquim Nogueira.

“A primeira ideia é você colocar em prática o conhecimento que teve em sala de aula, e a segunda ideia é abrir os horizontes do aluno para outro ramo de conhecimento, que ele pode se interessar e quem sabe seguir carreira”, disse Emanuel.

Entre os estudantes, três não escondiam a animação pelo sucesso do foguete. Davi Coscarelli, Bruno Moritz e Andrew Marques Silva construíram um equipamento que ultrapassou a barreira dos 100 metros com folga. Os sonhos também foram lançados. “Todos estamos estudando para o curso de Engenharia Aeroespacial do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica)”, conta Davi, com esperança nos olhos.

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