Em um ano

Fortaleza registra redução intensa nos casos de dengue e chikungunya

No evento também foram apresentadas as ações de enfrentamento às arboviroses para o ano de 2019

11:35 · 24.08.2018 / atualizado às 13:22
Prefeitura divulga balanço dos casos de dengue e chikungunya no primeiro semestre
O prefeito Roberto Cláudio participou do anúncio das ações de combate à dengue e à chikungunya para 2019 ( Foto: André Costa )

A Prefeitura de Fortaleza divulgou nesta sexta-feira (24) o balanço do número de casos de dengue e chikungunya registrados na Capital durante o primeiro semestre deste ano. No evento também foram apresentadas as ações de enfrentamento às arboviroses para o ano de 2019.

Segundo a prefeitura, os casos de dengue passaram de 13 mil, em 2017, para 815 casos registrados durante o primeiro semestre de 2018. Os casos de chikungunya também apresentaram uma diminuição no período, foram de 61.708 mil, em 2017, para 468 casos neste ano.

A Capital não registrou nenhuma morte causada pela chikungunya no ano de 2018. No ano passado, a doença havia causado o óbito de 144 fortalezenses, com 85% das vítimas tendo mais de 60 anos. A dengue causou 5 mortes no primeiro semestre deste ano, enquanto em 2017 foram 19 óbitos registrados por causa da doença.

A Prefeitura atribuiu a significativa diminuição dos casos de dengue, chikungunya e zika à cinco fatores. São eles: a diminuição da força de transmissão do soro tipo 1 (dengue); a ocorrência de duas epidemias recentes, o que desfavorece a renovação do ciclo viral; condições climáticas desfavoráveis à proliferação do mosquito Aedes aegypti; possível competência vetorial relacionadas à circulação simultânea de três arbovírus; e a intensificação e fortalecimento das ações de combate das doenças pela prefeitura, através das ações desenvolvidas pelo Comitê Permanente Intersetorial de Enfrentamento às Arboviroses.

Para o prefeito Roberto Cláudio, o trabalho deve ser contínuo e envolver a conscientização da população sobre as formas de evitar a proliferação do Aedes aegypti. "Mais de 80% dos criadouros do mosquito não estão na rua, estão dentro de casa. Então se a dona de casa e o dono de casa não tiver essa consciência, a gente baixa a guarda e daqui a pouco a dengue e a chikungunya voltam de novo".

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