2ª melhor capital do NE

Fortaleza cresce no Ideb e atinge maior média da história

A Capital atingiu 6,0 pontos (numa escala que vai de zero a 10) nas séries iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano)

10:43 · 04.09.2018 por André Costa – Especial para Cidade

Após três crescimentos seguidos – edições de 2013, 2015 e 2017 – no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), Fortaleza atingiu sua maior média história do indicador calculado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). Com 6,0 pontos (numa escala que vai de zero a 10) nas séries iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano), a Capital cearense superou a meta estabelecida pelo Ministério da Educação (MEC).

O índice passou de 5,4, em 2015, para 6,0, em 2017. Com esse resultado, Fortaleza atingiu o segundo melhor resultado entre as capitais do Nordeste, e o sétimo lugar entre as capitais brasileiras. Já no 9º ano, o Ideb subiu de 4,4 (2015), para 4,9 (2017). O crescimento nos índices mostrou equidade. Dentre todas as escolas públicas municipais de Fortaleza, 96,2% delas atingiram atingiram as metas projetadas pelo MEC para o Ideb nos anos iniciais. Nos anos finais do fundamental, este percentual foi de 73,6%.

A secretária da Educação de Fortaleza, Dalila Saldanha, celebra os avanços obtidos e destaca quatros pilares nos quais deposita os méritos para o crescimento educacional. “O sucesso do aluno; a valorização e formação dos professores; o fortalecimento da gestão por mérito e autonomia administrativa e financeira da escola e o processo de reconhecimento pelos resultados alcançados".

Dentro desse processo, a titular da SME destaca, ainda, o trabalho de monitoramento diário e informatizado da frequência escolar, que busca garantir a presença do aluno na escola, em parceria com os pais e professores. “Esse é o projeto estruturante que vem garantindo com que Fortaleza avance em todos os indicadores - sejam nacionais, como Ideb, ou estaduais, medido pelo Spaece, no qual também avançamos quanto à alfabetização das crianças”, acrescenta.

Ceará

O Estado, como um todo, também alcançou crescimento vertiginoso. O índice saltou de 3,4 pontos, em 2015, para 3,8 em 2017. Em dois anos, esse resultado fez com que o Ceará deixasse a 12ª posição e avançasse para a 4ª, em comparação com as demais unidades da federação. No ensino fundamental – anos inciais e finais, o Estado superou as metas propostas pelo Ministério da Educação (MEC) para serem alcançadas em 2017 e obteve os melhores números entre os Estados do Norte e do Nordeste, conforme o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgado nesta segunda-feira (3).

Nos anos iniciais (do 1º ao 5º ano), o estado alcançou 6,1 pontos quando a meta prevista era de 4,5. No cenário nacional, o Ceará ocupa agora a sexta posição comparado aos demais estados. A frente estão São Paulo, Santa Catarina, Minas Gerais, Paraná e Distrito Federal. Nos anos iniciais, 99,5% dos municípios cearenses alcançaram a meta de 2017. Do 6º ao 9º ano, denominados anos finais, o estado conquistou 4,9 pontos, superando a projeção para 2017 (4,3). É o quarto em relação às demais unidades da Federação, atrás de Goiás, São Paulo e Santa Catarina. A análise demonstra que 88,3% de municípios do Ceará alcançaram a meta proposta para esse ano.

Ensino médio

O índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) também abrange o ensino médio. Em contrapartida dos bons índices alcançados pelo ensino fundamental, tanto na primeira como na segunda fase (1º ao 5º ano e 6º ao 9º ano), o ensino médio não obteve números satisfatórios. O Estado não atingiu a meta estipulada pelo MEC, a exemplo da edição anterior (2015). Em 2017, o indicador foi de 4,1 pontos, quando a meta era 4,6. Apesar de não alcançar a média, os índices nessa fase da educação seguem em crescente desde 2013. Na edição passada (2015) o índice foi de 3,7, quando a meta era de 4,2.

Como o Ideb é calculado

Para calcular o Ideb, o Instituto compila a taxa de rendimento escolar (aprovação) e as médias de desempenho nos exames aplicados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A cada levantamento – que ocorre bienalmente – são estabelecidas metas para os estados e municípios, de modo que o índice nacional possa chegar a 6,0 até o ano de 2021.

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